Atividade 6: A Rede como Interface Educativo (I)

Disciplina/U.C.: Educação e Sociedade em Rede

Docente: Professor António Teixeira

Equipa : Lambda

Desafio: O professor António Teixeira desafiou-nos a elaborar uma recensão crítica e um conjunto de comentários em inglês acerca de três vídeos de Mike Wesch.

Quem é Mike Wesch? Antropólogo Cultural, “Digital storyteller”, professor universitário em Kansas State University, “on a deep, daring, and honest adventure to explore teaching in the digital world”.

Nesta atividade foram analisados três vídeos de Mike Wesch, nomeadamente An Anthropological introduction to YouTube (2008), A Vision of Students Today (2007) e Web 2.0…The Machine is Us/ing Us (2016), de Mike Wesch.

O grupo Lambda começou por elaborar um breve resumo de cada vídeo de forma a contextualizar e a apresentar o seu conteúdo geral, seguido da análise crítica dos mesmos.

Vídeo 1:

O vídeo An Anthropological introduction to YouTube (2008) é uma apresentação que o antropólogo/professor levou a cabo no Library Congress em Maio de 2008. Esta apresentação resulta de um estudo antropológico de observação participativa do autor com os seus alunos acerca da rede social YouTube e o fascínio da nossa geração pela mesma. Para análise deste fenómeno, Mike Wesch aborda temas como o nascimento e crescimento do YouTube, o Mediascape, quem está e o que está no YouTube, o papel das webcams, o contexto, o sentido de comunidade dentro e fora do YouTube, o individualismo, a inversão cultural, os Vlogs, o re-conhecimento e as novas formas de autoconsciência, a autenticidade, entre outros, sempre devidamente ilustrados com exemplos retirados da plataforma em causa.

Tendo por base o vídeo An Anthropological introduction to YouTube (2008) arriscamos afirmar que para Mike Wesch, o estudo do YouTube para o autor da apresentação é muito mais que estudar uma ferramenta de comunicação. Como antropólogo ele quer estudar as relações humanas que se geram, usando a tecnologia como meio para estabelecer as interações entre as pessoas que usam esta plataforma.

Mas, ao mesmo tempo que falam para uma entidade abstrata, algo que pode ser, mas não é, que pode representar meia dúzia de pessoas ou milhões também pode servir de meio para a representação de papéis do que gostariam de ser e, por outro lado, pode servir também para a introspeção. Uma entidade que explorou muito bem esta nossa faceta de fazer introspeção quando falamos para algo abstrato, durante séculos, foi a igreja com o seu confessionário e as suas regras. No YouTube, o julgamento não é de Deus, mas de todos os outros utilizadores da plataforma com “likes” ou “não likes”. Ao mesmo tempo, pode servir como terapia para ultrapassar limitações que não seria possível ultrapassar quando se estabelecem relações diretas com outras pessoas. Parece um paradoxo o individualismo do YouTube estar a fazer reaparecer o sentimento perdido de comunidade, comunidades estas cheias de indivíduos com vontade de relações mais fortes. Este sentimento pode e deve ser explorado para incentivar a educação através da chamada cultura da participação — temos de acabar com a passividade do ensino presencial e procurar aumentar a participação através de alunos mais ativos que em vez de só receber conteúdo também o criem. Como diz o herói final do apresentador, temos de incentivar a criação não só para melhorar o mundo, mas sobretudo para viver nele.

Vídeo 2:

O vídeo visualizado, A Vision of Students Today (2007), que inicia com uma citação de Marshall McLuhan (1967) acerca da visão que os estudantes tinham dos estabelecimentos educacionais, teve como ponto de partida um documento editável colocado online por MikeWesch, de seu nome “A vision of students today”. A este documento, o autor adicionou 200 jovens colaboradores (estudantes naturalmente), cuja colaboração resultou em 367 edições do documento em causa e um inquérito elaborados pelos mesmos. Este inquérito culminou neste vídeo, onde os alunos mostram mensagens acerca de como aprendem, o que necessitam aprender, os seus objetivos, as suas esperanças, os seus sonhos, como vão ser as suas vidas e que tipos de mudanças vão experienciar.Por último, foi-nos apresentado o vídeo Web 2.0…The Machine is Us/ing Us (2016), do mesmo autor, no qual nos mostra a evolução do texto escrito em direção à Web, passando pelo texto digital, pelo hipertexto, com a possibilidade de estarmos ligados em todo o lado, pelo HTML, onde o conteúdo e a forma se separam, e pelo XML, que permite a troca de dados. De seguida, responsabiliza cada um de nós de organizarmos esses dados, como criadores de máquinas, transformados nas próprias máquinas. Termina afirmando que a Web é mais do que ligar pessoas, é a partilha, a troca a colaboração e como tal teremos que repensar várias questões, como por exemplo os direitos de autor, a identidade, a ética, a estética, a retórica, o governo, a privacidade, entre outros, terminando com nós próprios.

Em relação ao vídeo, A Vision of Students Today, parece-me que a ideia de questionar os alunos sobre o que acham acerca da chamada pedagogia didática, a tradicional sala de aula uma metodologia do século XIX é excelente, não podemos esquecer, por exemplo, que em Portugal acabamos com a escravatura oficialmente em 1869, por isso já nos finais do século XIX, assim estamos aqui a debater um conceito que conviveu em termos de mentalidades com formas de interação humana que em nada contribuíram para o desenvolvimento da espécie humana, a todos os níveis.

Mas gostaríamos de explorar um pouco  mais este vídeo a partir da frase inicial, If these walls could talk. Estes alunos universitários  mostram ao mundo que se as paredes da sala transmitissem os seus pensamentos, diriam o quão desajustado da contemporaneidade, caracterizada pela conexão virtual, pela revolução tecnológica, social e cultural, está o ensino. Temos então uma forma de ensino de sentido único. A informação está no quadro, no professor e nos manuais, no que é decidido por outros em relação ao que deve ser apreendido e os alunos são recipientes passivos dessa informação que depois é avaliada em testes que mais não fazem que avaliar a capacidade de reter conhecimento na memória de longo termo. Citando Castells (2003), vivemos numa rede eletrónica de comunicação interativa autodefinida, organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhados, embora algumas vezes a comunicação se transforme no próprio objetivo e somos responsáveis por uma cibercultura que não é mais do que um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais) de prática, de atitudes de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”. Aqui podemos destacar palavras/expressões como rede, comunicação interativa, (com)partilha(dos), técnicas (materiais e intelectuais) e ciberespaço. Esta comunicação interativa perde-se em sala de aulas com 115 alunos, onde o professor está numa posição de destaque autoridade, isolamento e só conhece o nome de menos de 20% dos mesmos. Esta falta de comunicação interativa tem graves consequências, como o absentismo. Quanto às técnicas, também estas são alvo de crítica por parte dos alunos, neste vídeo. As práticas pedagógicas típicas do ensino superior passam por leituras de muitos livros, muitas páginas Web, de forma repetitiva, cuja relevância nem sempre é significativa. Estamos numa época de obsoledge (neologismo de Toffler e Toffler, 2007, citado em Cardoso et al., 2018), em que o conhecimento perde a sua validade e se torna obsoleto. Os motivos são os mais variados, mas o principal é a rápida velocidade de evolução da sociedade do conhecimento. E os trabalhos desenvolvidos são monótonos, rígidos e excessivos. O discurso de Lévy (2000), para grande frustração, mantém-se muito atual, pois o mesmo acredita que os indivíduos toleram cada vez menos seguir cursos uniformes ou rígidos que não correspondem às suas necessidades reais e à especificidade do seu trajeto de vida. (p.170) Para além, das práticas pedagógicas, os alunos em causa questionam a avaliação. Será que a forma atual de avaliar será a mais adequada? Melhor ainda, será que a aquisição de conhecimento nos tempos modernos passa pela memorização de conceitos, termos, fórmulas e técnicas, quando todas estas informações estão à distância de um “click”. Será que desta forma, as universidades estarão a “construir” seres pensantes? Ou seres reprodutores, repetidores. Não devemos esquecer que os indivíduos são o CRIADOR, o DEUS deste ciberespaço, que é mais do que a infra-estrutura material da comunidade digital, mas também o universo oceânico de informações que ele abriga (Lévy, 2000), que através da interconexão, tem a capacidade de se reorganizar perante novas e imprevisíveis informações. Ou seja, tendo em conta esta transformação da nossa “realidade”, com certeza que o mundo do trabalho também está em constante mudança. Neste vídeo há uma aluno que nos mostra 2 frases: When I graduate I probably will have a job that doesn’t exist today. Ou seja, as mudanças existem em todas as áreas da vida do indivíduo e neste caso, falamos das mudanças ao nível do trabalho, dos empregos. Como é referido no vídeo, esta é a geração multitasking, que toma as suas refeições, e navega no Instagram enquanto ouve música com a aplicação Spotify. São jovens mais agitados e que fazem muitas coisas ao mesmo tempo e representam o futuro tecnológico do mercado de trabalho. Novas profissões ligadas à evolução tecnológica e software social surgirão e estes jovens têm que estar preparados para elas. 

Mike Wesch, de forma inocente ou premeditada, através dos seus alunos está a chamar a atenção para o papel da rede, não só na vida pessoal e profissional de todos nós, mas como interface educativo, que se caracteriza pelo conhecimento conectivo e colaborativo, que cria um ambiente informal de aprendizagem, mas que pode ir mais além e surgir como rede de aprendizagem aberta, na qual se aprende e se constrói conhecimento. A utilização do adjetivo “aberta” não é em vão. Estes estudantes universitários falam em elevados custos, que estão associados às propinas e aos manuais, por exemplo. O Movimento Aberto, que apoia a utilização de Recursos Educacionais Abertos, poderá reduzir alguns destes custos e fomentar a pesquisa, a recolha, a utilização, a adaptação e a partilha de informação de forma gratuita, legal, e interativa. Com este tipo de abordagem na educação, o aluno assume o papel principal, e o professor torna-se um animador da inteligência colectiva dos grupos que estão a seu encargo. Sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das aprendizagens: o incitamento à troca dos saberes, a mediação relacional e simbólica, a pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem, etc. (Lévy, 2000, p.171) 

Gostaríamos ainda de chamar a atenção para a informação que surge no vídeo acerca das redes sociais e dispositivos tecnológicos, nos e com os quais os alunos passam muitas horas, seja online ou offline. Se são estas as escolhas dos nossos jovens, a melhor decisão é usar estas redes, estes dispositivos no processo de ensino e aprendizagem, para que os jovens e sintam no “seu mundo”.

Mas o que resulta dessa questão partilhada é revelador que as coisas, nos nossos dias já não se podem resumir à acumulação de conhecimento individual. É preciso questionar se realmente a informação é importante para enfrentar os problemas do dia a dia. Hoje em dia o mais importante, pelas respostas aqui apresentadas, é desenvolver o sentido crítico e através do debate de ideias encontrar o conhecimento que realmente importa e como deve ser assimilado. Num excelente MOOC da plataforma Coursera, que debate esta problemática, “As ecologias do eLearning”, para eles o eLearning é um ecossistema, desenvolvido pela Universidade do Illinois, os professores William Cope e Mary Kalantzis defendem que a tecnologia por si só não modifica a educação, ela facilita a transmissão do conhecimento e abre as portas para se desenvolverem novos métodos de ensino que tornem todos os intervenientes do processo em agentes ativos.

Vídeo 3:

Por último, foi-nos apresentado o vídeo Web 2.0…The Machine is Us/ing Us (2016), do mesmo autor, no qual nos mostra a evolução do texto escrito em direção à Web, passando pelo texto digital, pelo hipertexto, com a possibilidade de estarmos ligados em todo o lado, pelo HTML, onde o conteúdo e a forma se separam, e pelo XML, que permite a troca de dados. De seguida, responsabiliza cada um de nós de organizarmos esses dados, como criadores de máquinas, transformados nas próprias máquinas. Termina afirmando que a Web é mais do que ligar pessoas, é a partilha, a troca a colaboração e como tal teremos que repensar várias questões, como por exemplo os direitos de autor, a identidade, a ética, a estética, a retórica, o governo, a privacidade, entre outros, terminando com nós próprios. 

E tudo isto corrobora o que conteúdo do terceiro vídeo. A Web 2.0… The machine is Us/ing us. Atenção que já estamos a entrar na Web 4.0, mas isso é outro debate. Na verdade, tudo o que a tecnologia faz é facilitar e promover novas formas de apresentar conteúdo, criado pelos humanos e aqui a Web 4.0 já começa a ter algumas diferenças, através da mistura de texto, imagens e vídeo tudo isto com a possibilidade de ter mais ligações, hipertexto, para ainda mais conteúdo espalhado por todo o lado na rede. 

Mas não podemos deixar de chamar a atenção para o título e o jogo de palavras que ele encerra. Este título pode levar-nos para duas análises, uma visão negativa acerca da tecnologia, quase como se Paul Virílio estivesse “presente”, e outra mais positiva, que nos coloca numa posição de destaque, de criadores globais, responsáveis por tudo o que se passa à nossa volta e sobretudo como detentores, criadores de partilhadores do conhecimento.   

Quando lemos The machine is using us, somos imediatamente remetidos para a visão pessimista de Paul Virilio, que defende que nós estamos a delegar todo o poder nas máquinas e que esta atitude nos poderá levar ao abismo ao acidente integral, onde não controlamos mais o que se passa à nossa volta, como se fôssemos “inválidos”, inertes, massificados. E estamos a tomar esta atitude por dois motivos principais, a função facilitadora da tecnologia nas nossas rotinas pessoais e profissionais e devido ao caráter lúdico da mesma. 

A segunda leitura do título, por mais coincidente que nos possa parecer, leva-nos ao pensamento de Baudrillard e que nos transforma, a nós Homens em máquinas, como elementos virtuais deste sistema, criado por nós, como seres pensantes, criadores, a residir numa hiper realidade. 

Mas com a visualização do vídeo em causa, verificamos que o homem é o criador e residente do mundo tecnológico, virtual, digital, hipertextual, cuja única preocupação e objetivo, é conectar-se. Esta conexão implica a partilha, a troca e a colaboração  em todos os campos da vida. Mas estas mudanças não se podem ficar apenas pelo exterior, pelos dispositivos tecnológicos, pelo HTML, pelo XML, mas têm que começar no interior de cada um de nós, da forma somos e agimos perante o mundo. Se este mundo implica partilha, essa partilha deve ser alargada à educação, onde os conhecimentos deverão estar acessíveis. Para isto terão que ser repensadas questões como o copyright, a autoria, a ética, a retórica, a privacidade, as leis que estão por trás de tudo isto. Para além desta questão, a troca e a colaboração, tem que nos fazer pensar sobre quem somos, que papel assumimos, como alunos, como professores, como pais, como parceiros e como “EU”.

Em modo de conclusão, o conjunto dos três filmes poderá servir de chamada de atenção para todos os que estão envolvidos no processo de ensino e aprendizagem com a seguinte mensagem: já que estamos a criar este mundo rico em tecnologia, onde partilhamos, cooperamos, colaboramos mais do que nunca, a educação terá que assumir esta nova abordagem, através de uma nova identidade dos seus participantes, caracterizada pela atividade e proatividade, de um conceito de abertura relativamente ao conhecimento, em que o pensamento criativo, crítico e conector é privilegiado.

Comentários

Estes são os nossos comentários acerca de cada um dos vídeos, em língua inglesa, que quisemos partilhar com o mundo e com o autor, e que demonstram o fascínio, interesse, atualidade e sobretudo a pertinência dos pensamentos e ideias do mesmo. A Equipa LAMBDA, eu a Ester Saraiva e o Pedro Ribeiro , concluiu que este desafio deu-nos a oportunidade única de conhecer Mike Wesch, do qual ficámos absolutamente fãs. Obrigada colegas pelo trabalho colaborativo e pelo resultado do qual nos orgulhamos todos. Obrigada professor António Teixeira pela oportunidade.

“This video, A Vision of Students Today (2007), is more than the history of YouTube, it shows the power of this community. Platform is just an empty name to describe it. Before we watched this video, even better before we started studying eLearning and social media, if someone asked us what comes to your mind when you think of YouTube, we would obviously answer videos, music, youngsters, Brazil (Yes, we’re Portuguese and our daughters love watching Brazilian YouTubers) and addiction. But, something changed… you have strongly changed the way we see and experience YouTube. There are three aspects we’d like to point out: The community sense, the user generated content and authenticity. The community sense really impressed us. We had never thought about the decline and loss of community in that way. Now we see that people have gone through a period of loneliness. We are always hearing people saying: “the Internet, mobile phones, gaming and social networks are driving people apart. Soon our youngsters won’t have the necessary skills to communicate face-to-face.” But after watching this video, we thought, what about TV and Radio and huge supermarkets, etc? These are really isolating. We are not being fair. Through YouTube you communicate, you share, you cooperate, although in an individualised way, but not definitely alone. Nowadays, people are eager to BELONG. YouTube gives you the chance to feel free, to communicate without the face-to-face constraints. Although the audience is invisible, it’s is very “present”, paying attention, reacting and making you company. This community connects people in unexpected and unimaginable ways. The part YOU of the name YouTube, refers to the user generated content. It is YOU who make, edit and share the videos. It’s you who comment, who answer, who like or not them. It’s all about You, US, People. We use that little glass dot to show anyone and everyone our stories, our opinions, our information, our sadness, our happiness, and we could continue, but we’ll finish with our values. Is it authentic? Critics spend so much time discussing authenticity while they should focus on more important issues. “Real” people have different “faces” for different situations in their lives. We are not the same people with our family, with our students, with our workmates, with our bosses, at the gym or at the club. Why can’t people have different “faces” in a virtual world, on YouTube? In our humble opinion, the most important is that this “role playing” isn’t used to fool, to insult, to harm, to undermine, but to smile, to laugh with people, to make people happy, to live, to escape sometimes difficult realities and especially to communicate. As long as YOU are YOU and not what the others want you to be. Keep real, even if that means playing many roles, many faces, many “YOUs”. Team Lambda Educação e Sociedade em Rede MPeL UAB”

A Vision of Students Today (2007) is one of the most updated visions of education I’ve ever seen. Is this good? YES … and NO. YES, because you have a gift, an unusual, passionate way of showing the “world of education” what’s wrong and you even give clues to the possible solutions. YES, because we all feel the love you have for what you do and your dedication to your students (Some of us are teachers too). And YES because you’re not a “traditional” teacher and the walls of your classrooms must be proudly smiling. The techniques and strategies you use in your lessons are in tune with the virtual, web-based, technological, open world we and our students are creating and living in. And those physically or virtually around you are the main characters in your studies, they not only participate, they conduct, they produce and you are the mediator, the compass, the trampoline. And NO. Why not???? Those involved in education and by this we mean governments, schools, teachers, educators, parents aren’t listening, aren’t watching, and aren’t sensing what they should be. Please pay attention to our children and youngsters. Teachers and educators, information is everywhere so forget your “know it all / encyclopaedia power” role and teach your students how to think, how to criticise, how to analyse, how to debate, how to challenge themselves, how to fight for what they need, how to motivate themselves, how to create, how to do and how to BE. Schools, please, give your staff the physical or intellectual tools they need to do their job the right way. And what is the right way? Any way that involves participation collaboration, cooperation, (pro)activity and especially a way that makes sense to them, to us, to those who live in THIS world. Rulers, please, you have the power to change the rules, the laws that can transform the education world. Show the world that you care and that you’re paying attention to schools, teachers and students and that you understand and support them, by reducing costs, by providing training, by encouraging open access. Parents, teachers and schools are the artists that shape our future adults, so give them credit and bring the best in them. As teachers, we hope the walls in our classrooms say: “You’re going in the right direction…” Team Lambda Educação e Sociedade em Rede MPeL UAB”

“Ester and Pedro, one of the things we discussed a lot was “Is the machine US? Or Using us? ” We’re pretty sure that we are the machines, in the sense that we build, operate, execute, repair and even destroy, with the machines we create. So they are the tools and we are the machines who have the power. On the other hand, in the Portuguese language there is an idiom we use, which I can translate “You are a machine!”. We use this when we want to praise someone’s performance or attitude. In English you have something similar which is the expression “like a well-oiled machine”. So, we can prove we are machines. And this is the bright side of this expression and in our opinion this could be the side Mike Wesch wants us to focus on. Accumulating knowledge is easy for machines, but creativity is a human attribute and it will always be impossible for the machine to follow the same path as the human mind when it comes to inventing new ways of dealing with reality. The ideas suggested by humans will always have interpretations conditioned by emotions and feelings, and the good or bad way they take will also always depend on who interprets them. The network is a set of creative minds that use a resource made available by technology. That’s why the machine is us. But, are machines using us? We don’t think so. Many people fear that machines gain too much power and will start “invading and destroying the human race”, as we’ve seen in so many Hollywood films. We think they are overreacting. We, humans, invented the HTML, the HTML, gave birth to the Web 1.0, the Web 2.0, this global social phenomenon, the Web 3.0, known as the semantic, mobile, phone or flexible web and we are now entering the Web 4.0, where artificial intelligence will take over. So many changes in such a little time. Those who were born before the cyberspace even existed are witnesses, guinea pigs of all these innovations, but those who are born in the cyberspace era, this virtual world is becoming more and more their real world. Therefore we must adapt and adaptation means changes. We must reshape, redo, and restyle all our areas of life, especially those who play a vital role in the upbringing of our young children. These children will be adults immersed in technology, networks, virtual communities where sharing, exchanging, cooperating and collaborating are the keywords. This in an invitation for education to enter this Era, by breaking through the old, traditional, superior, untouchable, inflexible, closed standards and by rethinking copyright, authoring, identity, ethics, aesthetics, rhetoric and policies. Team Lambda Educação e Sociedade em Rede MPeL UAB”

Referências Bibliográficas

Entrevista: A Virtualização das Relações Sociais

in Flickr, Chris Pirillo, 2006

Com: Ciberespaço

Disciplina: Educação e Sociedade em RedeTópico 5: A Virtualização das Relações Sociais
Docente: Prof. António TeixeiraMestrado em pedagogia do Elearning – Universidade Aberta

Entrevistadora: Bom dia Ciberespaço. Obrigada por ter aceite o convite. Pode falar-nos um pouco sobre si?

Ciberespaço: Bom dia. Obrigada pelo convite.

Bem, sou “um novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores” (Levy, 2000), mas sou também a informação que este abriga, bem como o conjunto de pessoas que aqui navegam e contribuem para o mesmo. Sou um novo espaço de comunicação, sociabilidade, organização e transação.

Os meus pais são os seres humanos, que desde que existem têm contribuído para a amplificação do seu próprio poder, através da invenção, produção, utilização e interpretação de diferentes formas as técnicas, o que resultou numa revolução tecnológica. Esta criação ultrapassa a tecnologia física. Segundo Chatfield (2012), as “tecnologias intelectuais” denominadas por Daniel Bell, permitem-nos desenvolver as nossas mentes.

Nasci num mundo virtual, que coexiste com o mundo real. Aliás, mais do que coexistirem, ambos se transformam e evoluem mutuamente. Segundo Davies, citado por Inês Amaral (2007, p. 2276), este mundo pode ser dividido em cinco categorias: o mundo social (como espaço de sociabilização), a educação, a expressão política, o treino militar e os jogos comerciais. Mas as características de partilha, imediatismo, interatividade, persistência e socialização são comuns a todos eles.

Estou a crescer numa sociedade em rede, redes estas “operadas por tecnologias da comunicação e informação, fundamentadas na microelectrónica e em redes digitais de computadores que geram processam e distribuem informação a partir do conhecimento acumulado nos nós dessas redes” (Castells, 2007, p.20).

A minha “língua” é universal e digital, o que promove a integração.

O meu principal atributo é a cibercultura, como conjunto de técnicas, de práticas, de atitudes de modos de pensamento e de valores, universal pois engloba tudo e todos, ou seja, implica a presença virtual da humanidade que “dá as mãos em redor do mundo”, é infinita.

Quanto às minhas características, Inês Amaral diz que eu sou desterritorializado, imaterial, interactivo e aconteço em tempo-real.

Entrevistadora: Afinal quem habita o seu espaço?

Ciberespaço: As pessoas moram aqui, com o seu online self transitório, múltiplo, em permanente processo de (re)desenvolvimento, construído pela linguagem e pelas interações, com base em questões emocionais e comportamentais (Amaral, 2007). Estas podem ser heroínas “das suas próprias histórias”, “experimentar o progresso e o triunfo”, “melhorar a sua satisfação diante da vida” ou “esconder-se diante de situações insuportáveis” (Chatfield, 2012), numa omnipresença tecnológica.

Estas pessoas relacionam-se, como necessidade primitiva comum do ser humano, idealmente com base no reconhecimento do outro, da aceitação, da ajuda, da cooperação, da associação e da negociação (Levy, 2000).

Estas relações, com base numa comunicação horizontal, têm as suas oportunidades e os seus riscos. Como oportunidades temos a possibilidade dos seres humanos se tornarem mais sociáveis, transpondo o contacto virtual para contactos pessoais, reais, a distância física que é minimizada, a integração de todos (maiorias ou minorias). Como riscos, podem surgir a dúvida, resultante da aparência, o medo da solidão, o desejo excessivo do reconhecimento, a falta de referências e a dependência.

Em conjunto e como parte integrante das pessoas, estão as informações. Como Levy (2000) nos referiu, o “dilúvio informacional” inundou a vida de todos.

Esta informação perdeu a sua autoridade, que estava nas mãos de ou sob o poder de alguns pequenos grupos (Almeida, Marinho & Alcântara, 2017). Esta informação não é apenas partilhada pelos mass media de forma unidirecional e vertical, mas também de modo bidirecional e horizontal característico dos self media, como “auto-edição ou informação não profissionalizada produzida pelo utilizador comum” (Amaral, 2018). Ou seja, o emissor é também o recetor e vice-versa, num processo de personalização da comunicação.

Entrevistadora: Quais são as suas preocupações atuais?

Ciberespaço: No que respeita aos “meus habitantes”, os seres humanos, existem várias preocupações. Para começar a imersão tóxica. Estar conectado é positivo no sentido em que os permite velocidade e amplo alcance, pesquisa, aplicação de conhecimentos, e contactos em poucos segundos. Estar ligado, como defende Chatfield (2012) “faz parte da rotina da maior parte das pessoas”, mas os momentos conectados estão a começar a ultrapassar os momentos desconectados. Ou seja, as pessoas estão a dar à tecnologia uma importância e um poder descontrolado, roubando-lhes tempo de reflexão, de criação de ideias próprias e de memória. Nicholas Carr, citado em Chatfield refere que “quando passamos a usar a Internet em substituição da memória pessoal, evitando assim o processo de consolidação, corremos o risco de esvaziar a nossa mente de suas riquezas”. O ser humano prospera através da partilha das suas histórias, da profundidade dos seus sentimentos e do respeito pelas singularidades alheias. Esta imersão tóxica também está contribuir para a ausência de tédio nos meus jovens “habitantes”. O tédio é muito importante na educação e formação do ser humano, sobretudo na capacidade de inventar e na gestão de frustrações.

O narcisismo é uma questão preocupante dos seres humanos virtuais, que, por vaidade, valorizam mais o que aparentam do que aquilo que realmente são, perdendo os valores centrais da vida, nomeadamente a identidade social, a capacidade de se relacionar de modo gentil, as oportunidades de se expressarem individualmente e de forma sincera, o poder de partilhar as suas experiências. Karnal (2016) lança para o ar a expressão o “narciso isolado” que grita por atenção, para que o observem (Karnal, 2015). Pois este narcisismo surge muitas vezes para mostrar que a vida é fantástica, mas na realidade ela é insuportável e solitária. Mostram uma felicidade falsa, que parece ser obrigatória. O que me faz questionar: Quem é quem? Porque não são todos genuínos e transparentes? Para quê aparentar em vez de ser?

A despersonalização ou melhor a esquizofrenia social, da qual resulta necessidade de “estar presente com tantas personagens em tantos espaços” é um assunto a ser discutido. O fenómeno dos Chinese Boy, sucesso do YouTube, é mais uma máscara, um simulacro que Baudrillard tanto defendeu, que existe como real, criado pela rede, para a rede. “Assim como as cidades funcionaram como ímãs para a maior parte da população ao longo do último século, o reino digital está levando as pessoas ao ponto mais intenso de suas possibilidades: simulações que nos tocam de forma mais profunda do que as meras experiências reais” (Chatfield , 2012).

No que respeita à informação e à perda da autoridade, significa que a excelência deu lugar ao amadorismo e autopromoção? O filtro do especialista foi substituído pela escolha de massa, com argumentos de fácil digestão e recorrendo à cultura popular? A popularidade da informação é a nova autoridade que é medida e determina a importância que deve ser dada.

Entrevistadora: Quais os conselhos que gostaria de partilhar?

Ciberespaço: Inspirado em Leandro Karnal, o primeiro conselho que dou a cada um dos seres que me habita é tentar descobrir quem é você, para que não seja falso, vazio e comum, contribuindo para a autenticidade, genuinidade e transparência. Não exiba a felicidade falsa, ninguém é sempre feliz. Como tal, não procure refúgio na vida virtual e tente mudar a sua vida real.

Aos meus “habitantes” aconselho-os a colocar a tecnologia no lugar onde ela pertence. São sempre bem-vindos ao meu “espaço”, consolidando o tempo desconectado e o tempo conectado, num equilíbrio salutar. O tempo conectado não deve ser condição inevitável e ininterrupto. Devem usufruir dos momentos desconectados e ensinar os vossos dependentes a fazer o mesmo, de forma a aproveitar ao máximo o mundo à vossa volta e uns aos outros O segredo é priorizar. Como Cortella (2017) refere no início de uma entrevista, “não sacia a fome quem lambe pão pintado”. O que deve ser valorizado são as experiências vividas por aqui.

Sempre que estiverem conectados há várias atitudes a ter. A primeira é duvidar. Duvide das “pessoas” e dos perfis que constroem. Nem todos são genuínos, transparentes ou verdadeiros. Duvide das informações. Nem todas são fidedignas, nem todas são fiáveis. Mário Cortella cita Milo Fernandes numa entrevista sobre redes sociais de um modo extraordinário: “se não tem dúvidas é porque está mal informado”. Depois de duvidar ou suspeitar chegou o momento de falar sobre partilha. Não partilhe nada que não partilharia na vida real é a melhor orientação, de modo a controlar a vontade de exposição que pode ser prejudicial.

Quanto às informações, não tema pela falta de autoridade, pois na prática ela foi reinventada. Chatfield (2012) pede para que haja um voto de confiança no meu público digital. Respeitando o princípio da argumentação honesta e na perceção do ser humano, que distingue o que é excelência, tem sentido crítico e criatividade, através da sua individualidade e de uma vontade sincera de aprender, este terá a capacidade de “separar o trigo do joio”. O meus “habitantes” não são meros receptores de informação, são ativo, interativos e controlam a informação.

Para terminar e mencionando as ideias de Zigmunt Baum, o segredo passa por conscientizar a geração digital, vocês, seres humanos. Só deste modo poderão evitar o acidente integral tão defendido por Paul Virílio.

Entrevistadora: Muito obrigada pela suas palavras e sobretudo por explorar uma questão tão atual que é a virtualização das relações sociais, a autenticidade e a transparência.

Referências Bibiográficas

Almeida, M., Marinho, V., & Alcântara, A. (2017, July 1). Internet: uma breve análise sobre as possibilidades do ambiente online nas relações contemporâneas. Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares Da Comunicação. http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2017/resumos/R57-1097-1.pdf

Amaral, I. (2020). A @migração para o ciberespaço – a dimensão social dos mundos virtuais. Slideshare.Net. https://pt.slideshare.net/ciberesfera/a-migrao-para-o-ciberespao-a-dimenso-social-dos-mundos-virtuais

Araújo, A. (2015). Leandro Karnal – As redes sociais potencializam o poder do “eu” ? [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=0zBGSik_XwA

Castells, M. (2007). A sociedade em rede (Vol. 1). São Paulo: Paz e Terra.

Chatfield, T. (2012). Como viver a era digital (B. Fiuza (trans.); p. 112). Editora Objetiva. (Original work published 2012)

Koehler, C., & Carvalho, M. J. S. (2013). O público e o privado nas redes sociais: algumas reflexões segundo Zygmunt Bauman. Revista Espaço Pedagógico20(2). https://doi.org/10.5335/rep.2013.3555

Levy, P. (2000). Cibercultura. Piaget.

PingaFit. (2017). MARIO SERGIO CORTELLA – REDES SOCIAIS [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=ff7l2PeDtws

Sinagoga Ohel Yaacov. (2016). Leandro Karnal – “Felicidade e redes sociais” – Sinagoga Ohel Yaacov [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=ZFAStMlbOiI

Pesquisa e Seleção de 2 REA disponíveis online

Disciplina: Materiais e Recursos para Elearning
Docente: Professora Ana Nobre
in Flickr, 2017

Na primeira fase do tópico II da disciplina Materiais e Recursos para eLearning, o colega Luís André deu-me a conhecer o repositório OER Commons Curate Collections. Este repositório foi uma surpresa para mim, pois como professora do ensino profissional, os recursos educacionais são escassos, sobretudo recursos adaptados ao perfil de saída de cada turma. Esta dificuldade implica a criação autónoma de recursos, para que o processo de ensino e aprendizagem seja mais eficaz, focado e prazeroso. O OER Commons Curate Collections oferece um separador denominado Career and Technical Education, direcionado para o ensino profissional.

Este repositório disponibiliza Planos de Aula, Recursos e Cursos. Na minha pesquisa, tendo por base os conteúdos que estou neste momento a lecionar no 3º ano (correspondente ao 12º ano de escolaridade) da turma Técnico de Restaurante/Bar, selecionei um plano de aula, Interviewing Skills 301 – Get Prepared (Dawn Egan). Deste plano de aula aproveitei sobretudo os recursos, por uma questão de adaptação à turma, ao nível de competência e à minha metodologia.

A utilização dos recursos deste repositório implica o registo no repositório, completamente gratuito. Quero referir que acabei por selecionar 3 Recursos Educacionais Abertos (2 vídeos e 1 ficha de trabalho) e não 2, por uma questão de diversificação da tipologia e de aplicação em sala de aula.

Com receio de que os vídeos partilhados no Youtube® não fossem considerados um REA na sua plenitude, pois não reúnem todas as características que um REA deve ter, recorri à plataforma Kahoot e criei um Quiz a partir de um existente, acerca da temática. Alterei a imagem, retirei algumas questões e partilhei o mesmo com todos os utilizadores. Esta plataforma também implica registo gratuito.

Os critérios de seleção dos REA terão por base os 5 Rs de Wiley (2014), como referenciado em Mazzardo, Nobre e Mallman (2006), nomeadamente Retain, Reuse, Revise, Remix, Redistribute.

REAs

REA 1: Plano de aula

https://www.cteonline.org/curriculum/lessonplan/interviewing-skills-301-get-prepared/iXKAEB

RetainPode ser descarregado em formatos DOCX, PDF e HTML, ou seja permite ter uma cópia do mesmo. Pode ser recomendado a outros utilizadores do repositório.
Reuse
Revise Remix Redistribute
Todos os recursos no OER Commons Curate Collections estão licenciados sobre Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 License, que permite “Share — copy and redistribute the material in any medium or format, Adapt — remix, transform, and build upon the material”, respeitando o seguintes termos “Attribution— You must give appropriate credit, provide a link to the license, and indicate if changes were made. You may do so in any reasonable manner, but not in any way that suggests the licensor endorses you or your use. NonCommercial — You may not use the material for commercial purposes. ShareAlike — If you remix, transform, or build upon the material, you must distribute your contributions under the same license as the original.”

REA 2: Vídeo Origin of the Interview

https://www.cteonline.org/resources/view/84809

Critérios de seleção:

Retain É possível guardar o vídeo, como utilizador do Youtube®, mas não é possível fazer o seu download.
ReuseÉ permitida a reutilização deste recurso.
ReviseNão é permitido
RemixNão é permitido
RedistributeÉ permitida a partilha do recurso original

REA 2 – Vídeo Nathan – Plumber Apprentice

https://www.cteonline.org/resources/view/84955

RetainÉ possível guardar o vídeo, como utilizador do Youtube®, mas não é possível fazer o seu download.
ReuseÉ permitida a reutilização deste recurso.
ReviseNão é permitido
RemixNão é permitido
RedistributeÉ permitida a partilha do recurso original

REA 3 – Ficha de Trabalho – Teacher Notes – 5 Part Interview (adaptado)

https://www.cteonline.org/curriculum/lessonplan/interviewing-skills-301-get-prepared/iXKAEB#lp-activity-409690

RetainÉ permitido o download da ficha, em formato DOCXou PDF
ReuseÉ permitida a sua utilização das mais variadas formas.
ReviseEste recurso era originalmente um documento com anotações do professor, e foi transformado numa ficha de trabalho para alunos. Os seus conteúdos foram a base da ficha de trabalho. Esta adaptação tem como objetivo ajustar os conteúdos ao nível da turma, ao ambiente de aprendizagem, às necessidades dos alunos, apoiando necessidades pedagógicas específicas (Gurrel, & Wiley, 2010)
RemixEstes conteúdos podem ser combinados com outros recursos abertos para criar um novo recurso. Ou seja, eu poderei contactar a autora deste plano de aula, Dawn Egan, e partilhar com a mesma a ficha de trabalho, contribuindo para o movimento REA e todos os seus pressupostos.
RedistributeSendo proveniente de um repositório aberto, a sua partilha como original, ou num formato alterado ou remisturado é permitida, apenas tendo que respeitar a mesma licença.

https://drive.google.com/file/d/1RmM50k0UI50l9njdhetYfEP_i0jb_J8b/view?usp=sharing

REA 4 – Online Quiz – Going to a Job Interview (adaptado)

https://create.kahoot.it/share/going-to-a-job-interview/86e40f46-d434-4acb-b839-e1b316111dc6

RetainMediante registo na plataforma Kahoot, podemos colocar os Kahoots na nossa página.
ReuseÉ permitida a sua utilização nos mais variados locais, implicando sempre acesso à Internet.
ReviseEste recurso era originalmente mais extenso, com mais perguntas, com algumas informações não trabalhadas na primeira aula. Alterei o seu conteúdo e corrigi algumas gralhas, pois o repositório/plataforma assim o permite, adaptando-o aos conteúdos a lecionar.
RemixEstes conteúdos podem ser combinados com outros recursos abertos para criar um novo recurso.
RedistributeA partilha destes recursos é autorizada, através de diferentes plataformas como endereço eletrónico, Facebook, Twitter, entre outros. Os recursos criados por cada um podem ficar visíveis a todos os utilizadores, ou exclusivos para o seu criador.

ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM

Tema:

A Entrevista de Emprego

Destinatários:

Alunos do 3º ano (equivalente ao 12º ano de escolaridade) do curso Técnico de Restaurante/Bar, do Ensino Profissional.

Conteúdos Programáticos:

Atividade de Aprendizagem inserida no módulo 8, “O mundo do trabalho” da disciplina de inglês, da componente sociocultural, do programa da disciplina de Inglês, proposto pela Direção-Geral de Formação Vocacional para os cursos profissionais de nível secundário, no ano letivo 2004/2005, que serve de referência até aos dias de hoje.

O módulo 8 que visa “sensibilizar e preparar os jovens para esta nova concepção de trabalho, com a consequente internacionalização e flexibilização do emprego, e para a diversidade de percursos formativos e profissionais, ajudá-los-á a problematizar o seu itinerário pessoal e vocacional e os seus projectos futuros” (Programa Componente de Formação Sociocultural Disciplina de Inglês, 2014), abordando “vários tipos de texto”. (op.cit)

Objetivo Geral:

Simular uma entrevista de emprego, com as 5 fases, usando das boas práticas em cada uma delas.

Objetivos Específicos

Identificar as questões presentes em entrevistas de emprego

Identificar as 5 fases da entrevista

Reconhecer os erros possíveis nas entrevistas de emprego

Enunciar as boas práticas nas diferentes fases da entrevista de emprego

Simular as cinco fases da entrevista através da representação

Conteúdo(s):

As perguntas chave da entrevista de emprego

A entrevista de emprego

As 5 fases da entrevista de emprego: O Antes da Entrevista, O Início da Entrevista, A Entrevista, O Fim da Entrevista, O Pós Entrevista

Pré-requisitos:

Vocabulário e estruturas relacionados com a procura de emprego

Elaboração do Curriculum Vitae e Carta de Apresentação

Compreensão de anúncios de emprego

Tempo:

2 aulas de 90 minutos

Materiais e Recursos Didáticos:

Materiais:

Computador

Projetor

Fichas de Trabalho

Internet

Telemóveis

Quadro

Recursos:

REA: Origins of the interview (video)

REA: Nathan – Plumber Apprentice (video)

REA: 5 Part Interview (Ficha de Trabalho) – Adaptada

https://drive.google.com/file/d/1RmM50k0UI50l9njdhetYfEP_i0jb_J8b/view?usp=sharing

REA: Quiz – Going to a Job Interview  – Adaptado

Internet

Ficha de Trabalho: Job Internet Search

https://drive.google.com/file/d/1izQ78Q7njYuYSQoy5J4OalQmE9l4qxJ3/view?usp=sharing

Ficha de Trabalho: Job Interview – Script

https://drive.google.com/file/d/1Xg60IhJPsrX0v2_Ood5jUzoSNC7UetGk/view?usp=sharing

Enunciado de Trabalho

Aplicação vídeo

Estratégias

Aula 1 (90 min)

Warmer: (5 min)

A professora questiona os alunos acerca das principais ocupações na pré-história.

Apresentação: (10 min)

Os alunos visualizam o filme “Origins of the interview” 2 vezes.

Metade da turma regista as perguntas.

A outra metade regista as respostas do vídeo.

A professora e os alunos analisam as perguntas e respostas.

Os alunos chegam às primeiras 4 fases da entrevista a partir do visionamento do filme.

Prática: (50 min)

1ª Visualização do filme “Nathan – Plumber Apprentice” por parte dos alunos

A professora coloca questões acerca das diferenças entre o candidato 1 e candidato 2

2ª e 3ª Visualização do filme e resposta às fichas de trabalho – The 5 part interview (adaptadas) – em grupos de 3

Correção das fichas de trabalho entre grupos

Produção: (20 min)

Os alunos pesquisam e selecionam, a pares, na Internet no website https://ec.europa.eu/eures/public/pt/homepage uma oferta de emprego num país de língua inglesa, de Bartender ou Waiter/Waitress.

Os pares registam numa ficha de trabalho os dados importantes acerca desse anúncio de emprego.

Revisão: (5 min)

A professora pede para os alunos completarem 5 frases oralmente, acerca dos conteúdos trabalhados na aula

Aula 2 (90 min)

Warmer: (10 min)

Os alunos jogam o Quiz – Going to a Job Interview, na plataforma Kahoot.

Apresentação: (10 min)

Cada par de apresenta o emprego selecionado a turma.

Prática: (40 min)

Cada par elabora um guião de uma entrevista de emprego simulada.

Um dos elementos do par será o entrevistador, o outro será o candidato ao emprego.

Cada par pratica o seu diálogo, preparando o role-play.

Produção: (15 min)

Usando a câmara do telemóvel, os pares gravam os seus Role-Plays (entrevistas de emprego)

Revisão : (20 min)

A professora reúne todos os guiões e Role-Plays e mostra na turma os vídeos.

Durante a visualização de cada vídeo, os alunos comentarão os vídeos dos outros pares, a partir de perguntas colocadas pela professora.

Avaliação:

Observação em sala de aula

Apresentação oral do emprego selecionado

Vídeo (Role-play) + Guião

Referências Bibliográficas

Gurell, S.(author), & Wiley, D. (editor) (2010). OER Handbook for Educators 1.0 – WikiEducator. Retrieved, from Wikieducator.org website: https://wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one [December 18, 2019]

https://www.cteonline.org/

https://www.flickr.com

https://kahoot.com/

Mazzardo, M. D., Nobre, A., & Mallmann, E. M. (2016). Como aprender com recursos educacionais abertos? VII Congresso de Estilos de Aprendizagem. Retrieved from:

https://doi.org/http://hdl.handle.net/10400.2/6902

Programa Componente de Formação Sociocultural Disciplina de Inglês. (2014). Ministério da Educação: Direcção-Geral de Formação Vocacional.

Noção de Cibercultura por Pierre Levy

Mestrado em Pedagogia do Elearning

UC: Educação e Sociedade em Rede

Docente: Professor António Teixeira

in Flickr October 1, 2009

Tópico 3 – O Fenómeno da Cibercultura – Leitura de Pierre Levy

Para apresentar a noção de cibercultura, segundo a visão de Pierre Levy (2000) vou contar uma história, não como history, mas sim mais como story, sem pretensões factuais precisas, apenas resultante das leituras e da minha interpretação das mesmas.

Quem: O Homem

Todas as histórias começam com Era um Vez, e esta não vai ser diferente. Era uma vez o ser humano, a humanidade, cheia de desejos, entre os quais a comunicação se destaca, seja ela oral, escrita. Esta necessidade de comunicação é vital, intrínseca, vem com cada um de nós e é a base da evolução humana. Esta comunicação, simultaneamente real e virtual (real ao nível fonético e fonológico e virtual ao nível da significação, que habita na mente de cada um), pressupõe interação entre pessoas, cada vez mais pessoas. Como Levy (2000) nos refere, citando Albert Einstein, no século XX existe uma “bomba demográfica”, ou seja mais pessoas, mais informação, mais interatividade. Dessa interatividade resultam novidades e essas novidades são também as tecnologias: “As verdadeiras relações são criadas entre um grande número de atores humanos que inventam, produzem, utilizam e interpretam de diferentes formas as técnicas.” (Levy, 2000). E estas técnicas, que me atrevo a renomear de tecnologias têm um objetivo essencial, que é o de aumentar a autonomia do ser humano, bem como as suas capacidades cognitivas.

Onde & Quando: Ciberespaço

Com o crescimento tecnológico, mais especificamente com os computadores, surge uma nova rede de interconexão, constituída por “nós” interligados num “computador único”, que está em todo o lado e em lado nenhum, como defende Pierre Levy, que ultrapassa a infra-estrutura material da comunicação digital, e inclui a imensidão de informações alimentada pelos humanos. Esta rede, denominada de ciberespaço, como dispositivo de comunicação interativa e comunitária evolui a uma rapidez alucinante e condiciona a sociedade, ou seja, abre algumas possibilidades, algumas opções culturais ou sociais que não existiriam sem ela.

Neste espaço que aceita tudo e todos, circula informação virtual, sem ligação permanente a um lugar ou um tempo, contínua, produzida e partilhada por cada “nó” de forma imprevisível, indeterminada, aberta, e transforma e reorganiza uma parte da conetividade global.

O Quê: Cibercultura

Com a ampliação do ciberespaço, com todas as suas características, cresce, em simultâneo, a cibercultura, como conjunto de técnicas, de práticas, de atitudes de modos de pensamento e de valores. Esta cibercultura é definida por Pierre Levy (2000) como sendo universal e sem totalidade. Ou seja, universal pois engloba tudo e todos, ou seja, implica a presença virtual da humanidade que “dá as mãos em redor do mundo”.

Não é totalizável devido à heterogeneidade dos seus atores, que produzem novas fontes de informação também elas heterogéneas. Esta cultura não tem uma finalidade estanque, nem externa, nem tem um conteúdo específico, é infinita.

Como & Porquê: Interconexão, Criação de Comunidades Virtuais, Inteligência Coletiva

Mas porque é que a cibercultura cresce e se expande? Claro que o homem está sempre no centro de tudo e são as suas interconexões que alimentam a cibercultura através de uma comunicação universal, sem fronteiras. De forma encadeada, num ciclo perfeito e apoiadas na interconexão, surgem as comunidades virtuais. Estas são construídas sob de interesses e conhecimentos comuns ou projetos mútuos, num processo de cooperação recíproca, transversal e livre. Como nos define Pierre Levy (2000), é um “lugar familiar de encontro e troca”. O terceiro princípio, que juntamente com os dois anteriores dão vida à cibercultura, sendo este o motor da mesma é a inteligência colectiva, como perspetiva mais espiritual, é a construção e manutenção de memórias comuns por cooperação flexível e transversal, que resultam de sinergias de competências, recursos e projetos. A inteligência coletiva é dinâmica, autónoma, emergente e constitui uma multiplicidade de conhecimentos virtuais com o objetivo de produzir e gerar e compartilhar sentido. Segundo Pierre Levy(2000), quantos mais processos de inteligência coletiva se desenvolverem, maior a apropriação das alterações técnicas e menor a exclusão ou destruição humana. Este ciclo tem como valores a autonomia e a abertura.

in Flickr August 13, 2012

Para finalizar, selecionei uma das definições da obra de Pierre Levy que considero mais completa. “A cibercultura é um processo inacabado de interconexão, de desenvolvimento de comunidades virtuais e de intensificação de inteligência colectiva fractal, reprodutível em todas as escalas e diferente em toda a parte”.(Levy, 2000, p.127). Apenas acrescento que não é a tecnologia que está no centro de toda esta questão, mas sim o Homem, com a sua curiosidade, o seu desejo de evolução técnica e informacional e a sua vontade de ligação.

3 Exemplos de Cibercultura

Partindo de uma das definições de Pierre Levy, na sua obra Cibercultura (2000), na qual ele defende que esta “é a expressão da aspiração de construção de um laço social, que não seria fundado nem sobre links territoriais, nem sobre as relações institucionais, nem sobre a relações de poder, mas sobre a reunião em torno de centros de interesses comuns sobre o jogo, sobre o compartilhamento do saber, sobre a aprendizagem cooperativa e sobre processo abertos de colaboração. (Levy, 2000, p. 130), selecionei três exemplos que espelham esta noção de cibercultura. Estes três exemplos são:

  1. Plataforma de partilha: YOUTUBE:

Como missão, o YOUTUBE transmite o seguinte “We believe that everyone deserves to have a voice, and that the world is a better place when we listen, share and build community through our stories”. Ou seja, seres humanos interconectados, com interesses comuns, em comunidades virtuais, com o objetivo de construir conhecimento coletivo, seja ele musical, académico, pedagógico, ou outro que seja adquirido com a participação, envolvimento, contribuição ou partilha. Esta plataforma defende quatro valores que se encaixam na perfeição, naquilo que Levy nos descreve, nomeadamente a liberdade de expressão, liberdade da informação, liberdade de oportunidade e liberdade de pertença.

https://www.youtube.com/about/

  • Repositório Aberto : CASA DAS CIÊNCIAS

Qualquer repositório aberto é uma comunidade virtual, que resulta da interconexão, na busca, partilha e criação de informação coletiva. Este é um repositório em formato portal de base colaborativa, que nasce de um projeto académico de apoio aos professores do ensino básico e secundário, no ensino da matemática, e das ciências, recolhendo, validando e divulgando recursos digitais e incentivando professores e investigadores a divulgar os seus trabalhos nesta plataforma. Os mais de 2000 recursos educativos digitais nas categorias de Introdução às Ciências, Biologia, Física, Geologia, Matemática e Química são sujeitos a validação científica e pedagógica e partilhados sob a licença Creative Commons de acesso livre, totalmente gratuitos. Para além dos recursos digitais a Casa das Ciências possui a WikiCiências, o Banco de Imagens e a Revista de Ciência Elementar.

https://www.casadasciencias.org/

  • Rede social: Twitter

Uma rede social, seja ela qual for, é resultado de um conjunto de pessoas que se juntam em comunidades virtuais, pois têm algo em comum. Neste caso, o que une os utilizadores do Twitter é a “free expression and think every voice has the power to affect the world”, missão desta rede social. Esta comunidade virtual contribui, partilha, comenta informação, criando uma inteligência coletiva, em constante mudança, usando como base o ciberespaço.

https://about.twitter.com/en_gb.html

Célia Ribeiras

Levy, P. (2013, Maio 28). O que é o virtual? Retrieved from: https://www.youtube.com/watch?v=sMyokl6YJ5U&feature=youtu.be

Lévy, P. (2000). Cibercultura. Lisboa: Piaget.

REPOSITÓRIOS E OUTRAS FONTES ONLINE DE REAs. QUE PROFESSORES? QUE PRÁTICAS?

UC: Materiais e Recursos para Elearning

Docente: Professora Ana Nobre

De forma a levar a cabo a primeira tarefa do tópico II, de pesquisa e partilha de 3 fontes/repositórios de recursos educacionais abertos considerados de interesse, fundamentando a minha escolha, consultei de novo o recurso de Gurell. e Wiley (2008), indicado pela professora Ana Nobre OER Handbook for Educators 1.0, pois possui no seu capítulo Find OER, várias sugestões divididas em General Repositories, Science Repositories, Social Science Repositories, Humanities Repositories, Open Textbooks, Individual Project Sites. Para além deste recurso, achei por bem explorar os repositórios em Portugal e tendo por base o paper de 2011 Repositórios de Recursos Educativos Digitais em Portugal no Ensino Básico e Secundário: que caminho a percorrer? de Castro, Ferreira e Andrade, apresentado na Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação, VI, Chaves, Portugal, analisei as 3 sugestões presentes no mesmo. Após rejeitar os repositórios que estão em manutenção, já foram encerrados, ou contêm pouco informação ou estão desatualizados, selecionei 3, com base nos seguintes pressupostos: o meu papel de mãe/encarregada de educação, o meu papel de professora de inglês e o meu papel de estudante do mestrado da Pedagogia do Elearning. Partido destes três papéis, humildemente e dentro dos meus conhecimentos na área, tentei verificar a qualidade (da minha perspetiva e da parte do próprio repositório), variedade e atualidade de materiais e a acessibilidade.

Repositório nº. 1 – Casa das Ciência

https://www.casadasciencias.org/

É um repositório em formato portal de base colaborativa, que nasce de um projeto académico de apoio aos professores do ensino básico e secundário, no ensino da matemática, e das ciências, recolhendo, validando e divulgando recursos digitais e incentivando professores e investigadores a divulgar os seus trabalhos nesta plataforma. Os mais de 2000 recursos educativos digitais nas categorias de Introdução às Ciências, Biologia, Física, Geologia, Matemática e Química são sujeitos a validação científica e pedagógica e partilhados sob a licença Creative Commons , by-nc-sa, de acesso livre, totalmente gratuitos. Para além dos recursos digitais a Casa das Ciências possui a WikiCiências, o Banco de Imagens e a Revista de Ciência Elementar.

A seleção da Casa das Ciências prende-se com o meu papel de Encarregada de Educação. A minha formação base são as humanidades e caso as minhas educandas tenham alguma dificuldade nos seus percursos académicos ao nível das ciências, sinto que esta ferramenta poderá ser uma mais-valia.

Repositório nº. 2: Merlot (Multimedia Educational Resources for Learning and Online Teaching)

https://www.merlot.org/merlot/

Projeto iniciado em 1997 pela California State University Center for Distributed Learning, que garantiu o seu desenvolvimento e a sua partilha gratuita. É uma comunidade que possui cerca de 18000 recursos, pesquisáveis por disciplina ou palavra-chave, na qual participam 23 sistemas e instituições de ensino superior como parceiros que contribuíram financeiramente para o desenvolvimento manutenção e distribuição de ferramentas que permitem a formação de comunidades envolvidas na criação de conhecimento partilhado de materiais de ensino e aprendizagem. Merlot oferece recursos de ensino e aprendizagem abertos e gratuitos, de alta qualidade especialmente para alunos universitários, através da colaboração dos seus parceiros, membros da comunidade, utilizadores, permitindo o acesso e utilização dos materiais sem fins comerciais. A maioria dos recursos é partilhada sob a licença Creative Commons  (Attribution Non-commercial No Derivatives). A qualidade dos materiais providenciados pela Merlot é assegurada por revisão por pares.

Na minha consulta e análise do repositório em causa, verifiquei que poderei usar alguns recursos, como professora de inglês, embora tenha concluído que alguns tenham restrições em termos de licenças.

Repositório nº. 3 – Open Learn

https://www.open.edu/openlearn/

O Open Learn é o repositório/plataforma da Open University, que oferece desde vídeos, artigos, quizzes, jogos interactivos, pósteres, programas de rádio e televisão, em parceria com a BBC, até mais de 900 cursos com duração até cem horas, gratuitamente. Estima-se que sejam cerca de 5400 horas de material de aprendizagem. Lançado em 2006, atrai mais de 69 milhões de visitantes que usufruem de conteúdos desenvolvidos por uma equipa preocupada, como compromisso, no bem-estar da comunidade e como missão, com o quebrar de barreiras através de apoio dos seus estudantes nas suas capacidades académicas, nas suas carreiras e no seu desenvolvimento pessoal. A Open Learn oferece experiências de aprendizagem adaptáveis a todo o tipo de público, disponíveis online e offline, com atribuição de certificados de participação. Os recursos providenciados são partilhados sob a licença Creative Commons CC-BY-NC-SA .

Este repositório surge na minha lista como possível apoio, como estudante da Universidade Aberta, no mestrado de Pedagogia do Elearning. Ao pesquisar temas como REA, educação à distância, entre outros, constatei que existem recursos muito interessantes e esclarecedores.

Discente: Célia Ribeiras

Data: 24/11/2019

Referências:

Castro C.; Ferreira, S.; Andrade, A. (junho 2011). Repositórios de Recursos Educativos Digitais em Portugal no Ensino Básico e Secundário: que caminho a percorrer? – Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação, VI, Chaves, Portugal, 15-18 Junho, 2011 – Proceedings CISTI’2011 – 6ª Conferência Ibérica de Sistemas e Tecnologias de Informação. ISBN 978-989-96247-2-6. p.489-495 Retrieved from: https://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/8359/1/Reposit%c3%b3rios_CISTI_17_Junho_2011_Actas.pdf

Gurell, S. (autor) & Wiley, D. (editor) (2008). OER Handbook for educators 01. Retrieved from: https://wikieducator.org/OER_Handbook/educator_version_one

Um Recomeço Diferente

Foi em 2001 que saí pela porta da FLUL de volta para a minha cidade…Comecei a trabalhar, trabalhar muito, em alguns casos de sol a sol.

Depois o papel de mãe ocupou todo o meu corpo e mente. Havia sempre qualquer argumento para adiar algo que queria muito na minha vida…

De repente um convite para assumir a liderança … medo, muito medo. Mas lá foi acontecendo e com as pessoas certas ao meu lado, lá fui atingindo os objetivos e fazendo pessoas felizes. Mas sempre com um pensamento de necessidade de preencher um espaço, não físico, mais emocional, mais cognitivo, mais experimental.

Comecei por fazer um MOOCs, uns módulos no British Council e foi exatamente aí que me deparei com uma temática estimulante. As novas tecnologias na sala de aula. EUREKA. Já tinha a ideia, só faltava a pesquisa.

Não foi preciso muito para selecionar a UAB. Boas referências e de amigos e colegas, ensino-aprendizagem online, mas sobretudo o tema… o e-learning.

Passo a passo, lá fiz a candidatura e ansiosamente esperei pelos resultados. Quando vi um nome surpreendentemente comprido na lista de colocações pensei, ou é alguém de “sangue azul” ou é o meu, como estava já habituada (7 palavras! Pais teimosos!). Para grande felicidade era o meu nome!!

O desafio começou logo aí. Para além do receio que sentimos por ser algo novo, relembro que o último sistema de aprendizagem que frequentei era por testes, não havia frequências, exames, créditos, entre outras coisas típicas de qualquer licenciatura.

A plataforma, embora intuitiva, leva algumas horas a explorar. Lá fui avançando cheia de dúvidas, confusões, voltas e reviravoltas. Matrículas, datas, dados, muita informação nova.

Entretanto surge a professora Lina Morgado, que nos orientou nas primeiras horas. Muito obrigada, um ser humano atrás de um mundo tecnológico. E começaram a surgir mais pessoas, a professora Ana, os colegas. Depois vieram as equipas. Que bom, de novo uma sensação de “turma”, mas desta vez de grupo de inter-ajuda (Obrigada Pedro Ribeiro!).

O módulo de ambientação ao Mestrado em pedagogia do e-learning foi um excelente ponto de partida. Para além de nos colocar em contacto com várias ferramentas, ajuda-nos a explorar a plataforma, a conhecer os colegas.

As leituras e visionamento do vídeo foram uma forma de nos abrir os olhos para a realidade. Ou seja, as vantagens de uma aprendizagem online, os perigos que corremos e sugestões de como evitar e/ou ultrapassar esses perigos.

A participação no forúm foi na minha perspetiva uma mais valia, pois sentimos que estamos na mesma sintonia e que todos temos limitações e que todos estamos em embarcações diferentes, num mesmo MAR, com o mesmo destino. As sugestões dos colegas foram muito interessantes e a presença permanente das professoras para nos apoiarem e nos darem feedback, é um suporte indispensável.

A sessão síncrona começou para mim de forma algo atribulada, leia-se estressante. Imagem sim, som nada, só conseguia ver professora Lina Morgado e mais nada. Com o som ligado e as teclas a bater (a professora Ana, ía-me avisando. Obrigada!), lá fui explorando a ferramenta e lá consegui participar.

Por fim a criação do blogue, mais voltas e voltas, como se diz, na minha zona, “à bulha” com mais uma aplicação desconhecida. O colega Luís Palma inclusivamente me questionou acerca do blogue, mas são termos desconhecidos para mim que acredito, com o tempo, vir a trabalhar mais à vontade.

O que posso concluir é que estudar o e-learning através do e-learning é um desafio duplo e que sem o módulo de ambientação seria muito mais complicado. Sei que as dúvidas e os receios técnicos vão permanecer, desta aliados a um volume de trabalho significativo. Darei o meu melhor, “gritarei por ajuda” quando seja necessário, darei uma mão a quem precisar sempre que precisarem, e claro, de tudo farei para chegar ao tal porto comum.

Tag: MAMBO

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