TEMA 4: Delinear a Avaliação Pedagógica num Contexto Online

O MESMO GRUPO 3…

A MESMA CO-CONTRUÇÃO…

O MESMO EMPENHO…

O MESMO RESPEITO…

A MESMA CRIATIVIDADE…

… FERRAMENTAS DIFERENTES

Passos para a Construção do Módulo de Formação e respetiva Fundamentação

  1. Selecionar o módulo de formação: “The World of Work”;
  2. Análise do módulo de formação: foram incluídas informações no guião de aprendizagem acerca do feedback e sessões síncronas, corrigidas gralhas e melhorados alguns descritores das rubricas. A imagem do módulo de formação foi também substituída;
  3. Construção dos argumentos para a elaboração da fundamentação;
  4. Organização do e-book (fundamentação) tendo por base: como desenhar um plano de avaliação e respetivas questões a dar resposta (Amante e Oliveira, 2019) e o Modelo PrACT (Amante et al., 2017);
  5. Construção da capa do e-book e correção final do mesmo;
  6. Partilha e debate acerca do módulo de formação e respetiva fundamentação;
  7. Entrega da versão final do módulo de formação e fundamentação com a correção do número de falantes da língua inglesa e da gralha detetada no e-book.

Módulo de Formação

E-BOOK (Fundamentação)

REFLEXÃO FINAL

A avaliação é um dos temas mais controversos e desafiadores de sempre no âmbito da educação. Sobretudo nestes últimos tempos, tem sido uma temática muito trabalhada e muito discutida em webinares, em grupos nas redes sociais, em reuniões escolares, em documentos da tutela, entre outros. O quê, quem, como e porquê avaliar e inclusivamente avaliar ou não tem estado em cima da mesa desde que entrámos neste ensino remoto de emergência.

Logo, esta Unidade Curricular foi uma lufada de ar fresco na minha vida de estudante por todos os conhecimentos adquiridos e em simultâneo uma fonte muito rica de informações a aplicar na minha vida profissional.

Para construir a minha reflexão final vou usar o modelo PrACT. Sei que pode não parecer apropriado, mas tenho a certeza que vai fazer sentido.

Praticalidade: A UC de Avaliação em Contextos de Avaliação revelou desde muito cedo a sua exequibilidade. Ou seja, os timings solicitados para a execução das tarefas foram adequados e as tarefas foram muito bem estruturadas, apoiados pelo contrato de aprendizagem que foi cumprido na sua totalidade com a flexibilidade necessária. O tempo é algo precioso nas nossas vidas, e termos noção do que nos espera, quando e como é essencial para a nossa gestão do mesmo. Quero saleintar o feedback, quer da professora, quer da Elizabeth que foi adequado, no momento correto e construtivo, conferindo um sentimento de apoio permanente.

Ou seja, pela descrição anterior podemos constatar que a eficiência desta UC foi elevada, pois a sua frequência valeu cada cêntimo, pela sua importância, pela sua exequibilidade, pela sua utilidade para a aprendizagem, não só pessoal (como estudante), mas também, e com grande destaque na minha vida profissional. Levarei estes conhecimentos para a vida e posso informar que estes estão já a ser postos em prática no polo de Castelo Branco da “minha” escola.

Autenticidade: Não me querendo repetir, os conhecimentos adquiridos nesta UC não poderiam estar mais perto da minha realidade, inclusivamente, mais perto da realidade humana. Avaliar faz parte da vida e mesmo quando avaliamos uma coisa simples, como o comportamento dos nossos filhos, as atitudes dos nossos colegas ou amigos, a compra de um carro ou de uma casa, devemos ter em causa termos como reflexão, autoavaliação, processo, feedback, metacognição, autoregulação, critérios, evitando olharmos e pensarmos apenas em números, testes, ou momentos “fechados”.

A complexidade que surgiu ao longo desta UC foi adequada pois fez-me refletir, problematizar, discutir em fórum, tentar esclarecer e argumentar, desenvolvendo skills tão essenciais para o século XXI, tais como o pensamento crítico, a resolução de problemas, a criatividade, a comunicação e a colaboração, apoiadas pelas qualidades inerentes, nomeadamente a curiosidade, a iniciativa, a persistência, a adaptabilidade, tal como o World Economic Forum de 2015 defende para a aprendizagem ao longo da vida. (Moreira, 2018).

As tarefas de avaliação, que passaram pela construção de artefactos, participação em fórum, autoavaliação e avaliação por pares demonstraram a sua eficácia e poder. A sua (co)construção foi feita com uma orientação clara e consistente, mas em simultâneo com a liberdade de escolha suficiente, contribuindo para uma maior motivação. O facto de podermos escolher com quem trabalhar, como e onde trabalhar resulta em confiança, em diversidade e em exploração, enriquecendo-nos como seres individuais e como elementos de grupos.

Consistência: Todos os trabalhos solicitados estiveram em concordância com as temáticas exploradas ao longo de cada tema. O tipo de tarefa foi variando, o que implicou ferramentas diferentes, que foram desde wikis, fóruns, ferramentas de apresentação, websites, ferramentas de construção colaborativa, plataforma de aprendizagem, blog e formulários.

A multiplicidade de indicadores não é apenas visível no tipo de ferramentas, mas também nos variados avaliadores, que vão desde a professora, passando pela Elizabeth e por nós próprios, culminando nos nossos colegas que avaliámos e fomos avaliados em quatro momentos. Estes momentos, repetindo a opinião da Elizabeth, foram  verdadeiramente emancipatórios, pois colocaram-me num lugar ativo e de grande responsabilidade, levando à reflexão, metacognição e autorregulação.

A co-construção de rubricas analíticas para avaliação dos diferentes temas permitiu que estas assumissem o seu papel de destaque na avaliação formativa, tendo sido consideradas por todos os stakeholders como pertinentes, adequadas e justas. Ou seja, sendo os critérios relevantes e alinhados com as competências a desenvolver, o sucesso foi garantido.

Transparência: Como já referi anteriormente, todos os estudantes participaram na construção dos critérios, envolvendo-se e definindo instrumentos, ferramentas e as suas próprias metas de aprendizagem. O resultado de cada tema, em formato de artefactos, ou de opiniões ou argumentos foram, não só partilhados entre todos, mas também analisados, refletidos e explorados por todos os elementos da turma, sempre que estes estiveram na disposição para tal. Eu li cada palavra, visualizei cada artefacto e respondi a cada solicitação, entrando numa aprendizagem verdadeiramente colaborativa, construtivista e conectivista.

O impacto que esta UC teve na minha vida foi brutal e tenho a certeza que a designer instrucional, a professora Lúcia Amante, apoiada pela Elizabeth Sousa, tem vindo a fazer e fará uma análise dos resultados, das autoavaliações, das avaliações por pares, dos fóruns e dos artefactos, não só para avaliar os estudantes, mas sobretudo para avaliar o sucesso da UC, com os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. Na minha opinião os pontos fortes são imensos e estão bem visíveis nesta reflexão. Quanto aos pontos menos positivos quero apenas referir às instruções do tema 3, que provavelmente por defeito não culminaram no pretendido, como já foi referido pela professora. Por outro lado e da total responsabilidade dos colegas a turma, a ausência de resposta a perguntas ou comentários em fóruns, a não visualização e/ou análise de artefactos do meus grupo poderá ter prejudicado o nosso trabalho e revelou falta de respeito pelo grupo 3, mas caberá a cada um fazer a sua própria reflexão. Esta colaboração e cooperação deve ser rica, acrescentar valor e ser contextualizada e fundamentada, o que também nem sempre aconteceu. Participar apenas para mostrar presença também não deve ser valorizado.

Logo, esta Unidade Curricular não poderia ter vindo em melhor altura na minha vida. Porquê? Porque com os conhecimentos adquiridos consegui compreender que quando dizia que “tudo conta para avaliação”, que quando incentivava os meus colegas a usar rubricas para avaliar os alunos, quando não compreendia que não me fosse permitido revelar os critérios de avaliação aos meus alunos antecipadamente, tudo isto tem um motivo, todas estas abordagens foram investigadas, trabalhadas, testadas. Ou seja, existe um suporte teórico que vai ao encontro de algumas das minhas práticas e me fez melhorar muitas outras e orientar os professores da minha escola no mesmo sentido.

Como a vida é um ciclo, vou terminar como comecei, a avaliação é um PROCESSO no qual o FEEDBACK permanente e adequado é uma das suas ferramentas mais poderosas. Estas foram as duas palavras que selecionei para definir avaliação na wiki inicial e se me fosse pedido neste momento, voltaria a selecioná-las. Esta seleção seria agora mais sustentada e mais rica.

Para terminar deixo algumas referências bastante recentes de especialistas em digital e online learning , que com a pandemia que assolou o mundo e que implicou um ensino remoto digital, tentaram contribuir com os seus conhecimentos, experiências, linhas de investigação e sugestões para um mundo mais informado, mais atualizado e mais autêntico, no que respeita à avaliação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Amante, L.; Oliveira, I. (2019). Avaliação e Feedback. Desafios Atuais. e-book, MPV_Inovaç@o, Universidade Aberta: Lisboa 27 pp. ISBN 978-972-674-846-5 http://abre.ai/akkr.

Amante, L., Oliveira, I., & Pereira, A. (2017). Cultura da avaliação e contextos digitais de aprendizagem: o modelo PrACT. ReDOC – Reviista Docência e Cibercultura1(1), 135–150. http://hdl.handle.net/10400.2/7266

Jisc. (2020). The future of assessment: five principles, five targets for 2025. http://repository.jisc.ac.uk/7733/1/the-future-of-assessment-report.pdf

Moreira, José António. (2018). Reconfigurando ecossistemas digitais de aprendizagem com tecnologias audiovisuais. EmRede – Revista de Educação a Distância5(1), 5–15. https://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/view/305

Publicado por Célia Ribeiras

Estudante da UAB, mãe, professora, filha e amiga...

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