Atividade Extra- MISSÃO VirtualLIFE

QUEM?

ESTA SOU EU… BEM… É UMA REPRESENTAÇÃO DO MEU EU NUMA SECOND LIFE – O MEU AVATAR

O MEU AVATAR

Na minha “First Life” não sou ruiva, não uso aquele penteado, não tenho tatuagens.

Mas gosto de usar roupa preta, calções e t-shirt e sabem o que gosto mais?

De “ser” uma jovem rebelde que parece não ter medo de nada no mundo e que apesar de petite demonstra uma força interior brutal.

Poderia ter construído um AVATAR mais próximo do meu look, da minha realidade física, mais tipo isto…

Clientmoji
o meu BITMOJI

Mas quando vi esta personagem, identifiquei-me de imediato com ela. Ela é uma representação digital virtual de mim, o meu corpo tecnológico digital, através do qual posso agir, interagir usando diversas linguagens, desde a textual, passando pela oral, e gestual e terminando na gráfica. Ou seja, é o meu EU DIGITAL VIRTUAL!

Mas não estive sozinha nesta experiência. Vou-vos apresentar as minhas virtual/real friends (VRF)

MY VIRTUAL/REAL FRIENDS

As minhas VRF são a Ana Loureiro e a Miz Mobile (Ana Fonseca). Elas têm vindo a acompanhar-me na minha “1st Life”, no MPeL13, e no dia 13 de junho acompanharam-me no metaverso Second Life.

ONDE?

Esta resposta é mais difícil…

A 1ª vez, a professora Eliane Schlemmer marcou uma reunião informal dia 30 de maio, de forma síncrona, às 15h (Portugal), no espaço do GPe-dU na Ilha UNISINOS. Esta reunião serviu de adaptação a este “não lugar”, a esta realidade virtual, ou melhor, a esta virtualidade real. Do meu local de trabalho (a sala da minha casa) acedi e lá entrei num mundo novo…

A 2ª vez fisicamente estava em casa (não na minha residência habitual). Mas virtualmente estive com as minhas VRF no Noir Jamaica SPA, mais especificamente no Ocho Lounge.

Afinal o que é o SECOND LIFE?

Um mundo virtual, um metaverso, um ambiente digital virtual imersivo, uma plataforma onde posso interagir, viver, conviver, num universo de representações, o que possibilita o desenvolvimento de uma nova experiência social, numa convivência de natureza digital virtual, tal como defendem Eliane Schlemmer e Fernando Marson (2013).

COMO?

Fomos lá parar porque o professor J. António Moreira nos desafiou com um tópico extra, Missão VirtualLife, com a presença e apoio da especialista em Metaversos e Second Life, a professora Eliane Schlemmer.

Foi um desafio com tudo o que está associado a este termo. A ansiedade de instalar um programa novo e de o compreender, todas as dúvidas associadas à construção do AVATAR, a sensação de estar perdida num lugar, o “medo” de me afogar (o que aconteceu a toda a hora), a excitação de poder voar, o receio de reunir com os professores e colegas, podendo chegar atrasada, não os encontrar. Bom tudo aconteceu, perdi-me, afoguei-me, sentei-me no chão, caí em buracos, voei, não consegui parar de andar, mas estive “presente”. De tal forma que consegui sentir-me num estado de flow.

Estado de flow?

Passo a explicar.

Em 1975, um psicólogo e professor húngaro, Mihály Csíkszentmihályi deu nome a um estado, no qual:

  • estamos totalmente envolvidos numa atividade
  • deixamos cair o nosso ego
  • sentimo-nos totalmente envolvidos
  • focamos toda a nossa atenção
  • participamos plenamente e com toda a nossa energia na atividade
  • perdemos o sentido de autoconsciência

Quando?

Desde o dia 28 de maio, em que instalei o Second Life, tenho explorado o máximo que consigo, dentro do tempo disponível e no sentido de começar a pensar nesta plataforma para dar as minhas aulas.

Sim, exatamente o que acabei de dizer. O Second Life tem um potencial didático fortíssimo. Passo a explicar. Determinadas características dos metaversos fazem dos mesmos excelentes plataformas para os professores usarem nas suas práticas pedagógicas, nomeadamente:

  • Telepresença: num ambiente gráfico 3D, uma presença virtual que confere uma maior sensação de imersão da perspetiva da interação, do envolvimento, da participação e do interesse.
  • Interação: Mais significativa e interessante pois parte da ação e envolve muita emoção
  • Enriquecimento da experiência de aprendizagem: que resulta da imersão no espaço 3D por meio do nosso Avatar.
  • Sentimento de “Pertença” e proximidade: fomentado pela interação, pela imersão do avatar no ambiente. Este sentimento de pertença cresce para laços de convivência , cooperação e colaboração, fatores predominantes para a criação de conhecimento em ambientes online
  • Sentimento de autonomia
  • Minimização da distância
  • Capacidade de co-criação
  • A experiência de flow
  • Hibridez

São tantas as vantagens sobre, inclusivamente, outros Ambientes Virtuais de Aprendizagem, que a minha cabeça já começou a magicar. Meus queridos alunos… get ready…

Para que os meus alunos possam desfrutar deste i-Learning (Immersive Learning) terei apenas que definir objetivos claros, preparar-me para dar feedback imediato e direto e controlar o equilíbrio entre as competências e habilidades dos meus alunos e os desafios a colocar. O sentido de controlo pessoal sobre a ação e a consequente gratificação tratam do resto!

Como defende Castells (1999), citado por Schlemmer e Marson (2013), eles que se preparem para muito mais do que uma Realidade Virtual (RV) e estejam preparados para uma Virtualidade Real (VR), onde a interioridade é sensorialmente compartilhada e ampliada pelos dispositivos eletrónicos. Esta VR permite aos seus “habitantes” o agir e o compreender a experiência, refletindo na e sobre a mesma, na busca de símbolos e significados, ou seja, construindo conhecimento.

O quê?

Resultados:

  • Informação acerca de metaversos e mais especificamente sobre o Second Life;
  • Experiência num mundo híbrido;
  • Convivência num mundo paralelo com colegas e professores;
  • Criação do meu EU digital;
  • Ideias novas para as minhas práticas pedagógicas;
  • Criação de um vídeo acerca do Second Life com a colega e VRF Ana Loureiro, apoiadas pela colega e VRF Ana Fonseca.
  • Um post no Blog (um pouco extenso, mas há tanto para dizer!!)

Aqui vos deixo o nosso vídeo, que foi feito com muita emoção, prazer e sobretudo Diversão!

Obrigada professor J. António Moreira, professora Eliane Schlemmer e às colegas Ana Loureiro e Ana Fonseca.

FIRST LIFE… SECOND LIFE

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Schlemmer, E., & Backes, L. (2008). METAVERSOS: novos espaços para construção do conhecimento. Revista Diálogo Educacional8(24). http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=189116834014

Schlemmer, E., & Marson, F. (2013). Immersive Learning: Metaversos e Jogos digitais na Educação. Information Systems and Technologies (CISTI). 8th Iberian Conference. https://www.researchgate.net/publication/261111387

Publicado por Célia Ribeiras

Estudante da UAB, mãe, professora, filha e amiga...

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