TEMA II – APRENDER NA REDE – TAREFA I

MODELOS DOS PERSONAL LEARNING ENVIRONMENTS (PLEs)

BIBLIOGRAFIA ANOTADA: PLEs

Será possível de definir Personal Learning Environment (PLE)?

in Flickr Janson Hews (2012)

No video PLE, Jordi Adell define PLE como sendo “una manera de aprender” (2012), que apenas existe porque a Internet nos possibilita “utilizar un conjunto de herramientas gratuitas, recursos y fuentes de información” e permite contactos com pessoas com o objetivo de nos desenvolvermos profissionalmente ou pura e simplesmente aprendermos.

Mas para manter um PLE de boa saúde, para além da atualização permanente, do cultivar ao longo do tempo, e de uma relação de confiança com aqueles que dele fazem parte, é necessário partilhar com os outros, como se de uma transação informal e prazerosa de informação / conteúdos / serviços.

O mais importante é que como estudante do MPeL, estou a construir um PLE cada vez mais rico, com uma rede de contactos cada vez mais pertinente e de maior valor, pois o “control of learning itself” (Downes, 2005) está nas minhas mãos. Como proprietária do meu PLE sinto que a minha aprendizagem é feita, tal como defende Terry Anderson “anytime, anyplace, anywhere, for any reason.” (Mota, 2009, p. 7).

Nas pesquisas efetuadas tentei pesquisar textos mais recentes acerca da temática em conta, cujas referências bibliográficas constam desta publicação. Contudo, selecionei textos de Terry Anderson e Graham Attwell pelo valor de ambos na área de estudo.

REFERÊNCIA 1

Numa série de 3 partes denominada “Three Pillars of Education Technology: Learning Management Systems, Social Media and Personal Learning Environments”, Terry Anderson aborda os Personal Learning Environments (PLEs), tentando demonstrar como é que estes podem ser usados no melhoramento do ensino e aprendizagem.

Depois de uma definição de PLE, Terry Anderson refere 3 atributos do mesmo, nomeadamente ser construído pelo indivíduo para apoiar os seus objetivos de aprendizagem, o seu carácter comunicacional e o facto de ser um ambiente para armazenar, organizar, selecionar e recuperar ferramentas e documentos. Tendo em conta estes atributos, existem muitas vantagens para o professor/instrutor criar e manter um PLE de qualidade, nomeadamente o uso e escolha adequada e eficaz de ferramentas digitais, o melhoramento da qualidade vida pessoal e profissional, a criação de uma identidade digital e o fomentar uma aprendizagem conectivista. O papel do professor será incentivar os alunos a criarem o seu próprio PLE, apresentando e demonstrando ferramentas, com as suas potencialidades e fragilidades, levando os mesmos a investigarem, refletirem e irem além dos usos previstos, ou seja, aprenderem, uma vez que “PLEs develop and grow throughout one’s life and early exposure to both successful mastery and critical rejection of the tools are meaningful educational outcomes in any course of study” (Anderson, 2016).

Esta referência, de um autor de renome em diversas temáticas relacionadas com o eLearning e a EaD, é relevante sobretudo da perspetiva do professor. Sendo eu professora, considero que esta informação é pertinente, não só como conteúdo, mas também ao nível de práticas e pedagogias a implementar. Esta informação incita qualquer professor a arriscar e em simultâneo refere que não só a adoção de novas ferramentas, mas também a rejeição de outras, são experiências que devemos valorizar, não só nos alunos, mas também em nós próprios. O resumo final dos 3 capítulos é importante no sentido de relacionar os pilares para um professor do século XXI bem sucedido.

REFERÊNCIA 2

Graham Attwell, em 2006, questionou o papel dos Personal Learning Environments (PLEs) na educação. Depois de uma curta definição de PLE, o autor demonstra que os PLE são fundamentais para o processo de ensino aprendizagem devido ao contexto da época. Começa por destacar a aprendizagem ao longo da vida, contínua e que necessita do apoio de ferramentas de suporte para a mesma, com o aluno como organizador da sua própria aprendizagem. Esta aprendizagem ocorre em diferentes contextos e situações e é providenciada por diversos atores. Graham Attwell também chama a atenção para a importância da aprendizagem informal que pode ser potenciada pelo uso de PLEs, chamando a atenção, de seguida, para os diferentes estilos de aprendizagem de cada um. Com os PLEs, a avaliação pode assumir novas abordagens, pois estes permitem a demonstração de competências através da seleção de artefactos, que poderão constar de um e-portfólio.

E porque é que foi possível o surgimento dos PLEs? Por questões tecnológicas, nomeadamente o desenvolvimento da ubiquidade da rede e dos dispositivos e do crescimento do software social com “small pieces loosely connected”. Isto acontece também porque a forma como o indivíduo aprende sofreu também uma mudança com a possibilidade de criar, partilhar ideias, juntar-se a grupo, publicar e criar identidades.

Esta referência remete sobretudo para responder às questões: O Quê?; Quem?; Como?, Onde? e Porquê? (este com destaque significativo) PLEs. Não nos devemos esquecer que este texto é de 2006 e muito foi investigado após esta data. No entanto, as bases e as origens de algo com tanto potencial não devem ser descuradas. Será que a evolução ao nível da criação e utilização de PLEs no ensino formal sofreu o mesmo tipo de avanço que a investigação acerca do mesmo?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

Almeida, A. (2019). Ambientes pessoais de aprendizagem (PLE): estudo de um ecossistema pedagógico para a aprendizagem ao longo da vida [Dissertação de Mestrado]. In repositorioaberto.uab.pt (p. 155). http://hdl.handle.net/10400.2/9094

Anderson, T. (2016, October 24). Three Pillars of Educational Technology: Learning Management Systems, Social Media, and Personal Learning Environments Part 3 | teachonline.ca. Teachonline.Ca. https://teachonline.ca/tools-trends/how-use-technology-effectively/three-pillars-educational-technology/three-pillars-educational-technology-learning-management-systems-social-media-part3

Attwell, G. (2006). Personal Learning Environments-the future of eLearning? ELearning Papers2(1), 1–8. https://doi.org/https://www.researchgate.net/publication/228350341

Centro Internacional de Tecnologías Avanzadas. FGSR. (2011, July 8). Graham Attwell: Por qué los entornos personales de aprendizaje (PLE). SlideShare. https://pt.slideshare.net/citafgsr/graham-attwell-por-qu-los-entornos-personales-de-aprendizaje-ple

Downes, S. (2005, October 17). Stephen’s Web ~ E-Learning 2.0 ~ Stephen Downes. http://Www.Downes.Ca. https://www.downes.ca/cgi-bin/page.cgi?post=31741

Downes, S. (2016, December 11). Stephen’s Web ~ Beyond Institutions Personal Learning in a Networked World ~ Stephen Downes. http://Www.Downes.Ca. https://www.downes.ca/cgi-bin/page.cgi?post=66147

Mota, J. C. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias – ISSN 1646-933X2(2), 5–21. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

Páscoa, R., Lagoa, S., Brogueira, J., & Mota, J. (2012). Pedagogical practices, personal learning environments and the future of eLearning. The PLE Conference, 87–93. http://hdl.handle.net/10400.2/9008

Peña-López, I. (2010, July 15). ICT4D Blog » Mapping the PLE-sphere. ICTlogy. https://ictlogy.net/20100715-mapping-the-ple-sphere/

Sierra Orrantia, J. (2012). PLE by Jordi Adell [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?time_continue=14&v=blzYQlj63Cc

Steve Wheeler. (2009, October 11). It’s Personal: Learning Spaces, Learning Webs. SlideShare. https://www.slideshare.net/timbuckteeth/its-personal-learning-spaces-learning-webs

thaicyberu. (2016). Designing Personal Learning Environments [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=Wwv8v0y6lAw

Wheeler, S. (2020). Personal Learning Environments. Zillearn.Com. https://zillearn.com/learning/preview/0246ddcac94000000000c000

Publicado por Célia Ribeiras

Estudante da UAB, mãe, professora, filha e amiga...

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