Atividade 6: A Rede como Interface Educativo (I)

Disciplina/U.C.: Educação e Sociedade em Rede

Docente: Professor António Teixeira

Equipa : Lambda

Desafio: O professor António Teixeira desafiou-nos a elaborar uma recensão crítica e um conjunto de comentários em inglês acerca de três vídeos de Mike Wesch.

Quem é Mike Wesch? Antropólogo Cultural, “Digital storyteller”, professor universitário em Kansas State University, “on a deep, daring, and honest adventure to explore teaching in the digital world”.

Nesta atividade foram analisados três vídeos de Mike Wesch, nomeadamente An Anthropological introduction to YouTube (2008), A Vision of Students Today (2007) e Web 2.0…The Machine is Us/ing Us (2016), de Mike Wesch.

O grupo Lambda começou por elaborar um breve resumo de cada vídeo de forma a contextualizar e a apresentar o seu conteúdo geral, seguido da análise crítica dos mesmos.

Vídeo 1:

O vídeo An Anthropological introduction to YouTube (2008) é uma apresentação que o antropólogo/professor levou a cabo no Library Congress em Maio de 2008. Esta apresentação resulta de um estudo antropológico de observação participativa do autor com os seus alunos acerca da rede social YouTube e o fascínio da nossa geração pela mesma. Para análise deste fenómeno, Mike Wesch aborda temas como o nascimento e crescimento do YouTube, o Mediascape, quem está e o que está no YouTube, o papel das webcams, o contexto, o sentido de comunidade dentro e fora do YouTube, o individualismo, a inversão cultural, os Vlogs, o re-conhecimento e as novas formas de autoconsciência, a autenticidade, entre outros, sempre devidamente ilustrados com exemplos retirados da plataforma em causa.

Tendo por base o vídeo An Anthropological introduction to YouTube (2008) arriscamos afirmar que para Mike Wesch, o estudo do YouTube para o autor da apresentação é muito mais que estudar uma ferramenta de comunicação. Como antropólogo ele quer estudar as relações humanas que se geram, usando a tecnologia como meio para estabelecer as interações entre as pessoas que usam esta plataforma.

Mas, ao mesmo tempo que falam para uma entidade abstrata, algo que pode ser, mas não é, que pode representar meia dúzia de pessoas ou milhões também pode servir de meio para a representação de papéis do que gostariam de ser e, por outro lado, pode servir também para a introspeção. Uma entidade que explorou muito bem esta nossa faceta de fazer introspeção quando falamos para algo abstrato, durante séculos, foi a igreja com o seu confessionário e as suas regras. No YouTube, o julgamento não é de Deus, mas de todos os outros utilizadores da plataforma com “likes” ou “não likes”. Ao mesmo tempo, pode servir como terapia para ultrapassar limitações que não seria possível ultrapassar quando se estabelecem relações diretas com outras pessoas. Parece um paradoxo o individualismo do YouTube estar a fazer reaparecer o sentimento perdido de comunidade, comunidades estas cheias de indivíduos com vontade de relações mais fortes. Este sentimento pode e deve ser explorado para incentivar a educação através da chamada cultura da participação — temos de acabar com a passividade do ensino presencial e procurar aumentar a participação através de alunos mais ativos que em vez de só receber conteúdo também o criem. Como diz o herói final do apresentador, temos de incentivar a criação não só para melhorar o mundo, mas sobretudo para viver nele.

Vídeo 2:

O vídeo visualizado, A Vision of Students Today (2007), que inicia com uma citação de Marshall McLuhan (1967) acerca da visão que os estudantes tinham dos estabelecimentos educacionais, teve como ponto de partida um documento editável colocado online por MikeWesch, de seu nome “A vision of students today”. A este documento, o autor adicionou 200 jovens colaboradores (estudantes naturalmente), cuja colaboração resultou em 367 edições do documento em causa e um inquérito elaborados pelos mesmos. Este inquérito culminou neste vídeo, onde os alunos mostram mensagens acerca de como aprendem, o que necessitam aprender, os seus objetivos, as suas esperanças, os seus sonhos, como vão ser as suas vidas e que tipos de mudanças vão experienciar.Por último, foi-nos apresentado o vídeo Web 2.0…The Machine is Us/ing Us (2016), do mesmo autor, no qual nos mostra a evolução do texto escrito em direção à Web, passando pelo texto digital, pelo hipertexto, com a possibilidade de estarmos ligados em todo o lado, pelo HTML, onde o conteúdo e a forma se separam, e pelo XML, que permite a troca de dados. De seguida, responsabiliza cada um de nós de organizarmos esses dados, como criadores de máquinas, transformados nas próprias máquinas. Termina afirmando que a Web é mais do que ligar pessoas, é a partilha, a troca a colaboração e como tal teremos que repensar várias questões, como por exemplo os direitos de autor, a identidade, a ética, a estética, a retórica, o governo, a privacidade, entre outros, terminando com nós próprios.

Em relação ao vídeo, A Vision of Students Today, parece-me que a ideia de questionar os alunos sobre o que acham acerca da chamada pedagogia didática, a tradicional sala de aula uma metodologia do século XIX é excelente, não podemos esquecer, por exemplo, que em Portugal acabamos com a escravatura oficialmente em 1869, por isso já nos finais do século XIX, assim estamos aqui a debater um conceito que conviveu em termos de mentalidades com formas de interação humana que em nada contribuíram para o desenvolvimento da espécie humana, a todos os níveis.

Mas gostaríamos de explorar um pouco  mais este vídeo a partir da frase inicial, If these walls could talk. Estes alunos universitários  mostram ao mundo que se as paredes da sala transmitissem os seus pensamentos, diriam o quão desajustado da contemporaneidade, caracterizada pela conexão virtual, pela revolução tecnológica, social e cultural, está o ensino. Temos então uma forma de ensino de sentido único. A informação está no quadro, no professor e nos manuais, no que é decidido por outros em relação ao que deve ser apreendido e os alunos são recipientes passivos dessa informação que depois é avaliada em testes que mais não fazem que avaliar a capacidade de reter conhecimento na memória de longo termo. Citando Castells (2003), vivemos numa rede eletrónica de comunicação interativa autodefinida, organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhados, embora algumas vezes a comunicação se transforme no próprio objetivo e somos responsáveis por uma cibercultura que não é mais do que um conjunto de técnicas (materiais e intelectuais) de prática, de atitudes de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”. Aqui podemos destacar palavras/expressões como rede, comunicação interativa, (com)partilha(dos), técnicas (materiais e intelectuais) e ciberespaço. Esta comunicação interativa perde-se em sala de aulas com 115 alunos, onde o professor está numa posição de destaque autoridade, isolamento e só conhece o nome de menos de 20% dos mesmos. Esta falta de comunicação interativa tem graves consequências, como o absentismo. Quanto às técnicas, também estas são alvo de crítica por parte dos alunos, neste vídeo. As práticas pedagógicas típicas do ensino superior passam por leituras de muitos livros, muitas páginas Web, de forma repetitiva, cuja relevância nem sempre é significativa. Estamos numa época de obsoledge (neologismo de Toffler e Toffler, 2007, citado em Cardoso et al., 2018), em que o conhecimento perde a sua validade e se torna obsoleto. Os motivos são os mais variados, mas o principal é a rápida velocidade de evolução da sociedade do conhecimento. E os trabalhos desenvolvidos são monótonos, rígidos e excessivos. O discurso de Lévy (2000), para grande frustração, mantém-se muito atual, pois o mesmo acredita que os indivíduos toleram cada vez menos seguir cursos uniformes ou rígidos que não correspondem às suas necessidades reais e à especificidade do seu trajeto de vida. (p.170) Para além, das práticas pedagógicas, os alunos em causa questionam a avaliação. Será que a forma atual de avaliar será a mais adequada? Melhor ainda, será que a aquisição de conhecimento nos tempos modernos passa pela memorização de conceitos, termos, fórmulas e técnicas, quando todas estas informações estão à distância de um “click”. Será que desta forma, as universidades estarão a “construir” seres pensantes? Ou seres reprodutores, repetidores. Não devemos esquecer que os indivíduos são o CRIADOR, o DEUS deste ciberespaço, que é mais do que a infra-estrutura material da comunidade digital, mas também o universo oceânico de informações que ele abriga (Lévy, 2000), que através da interconexão, tem a capacidade de se reorganizar perante novas e imprevisíveis informações. Ou seja, tendo em conta esta transformação da nossa “realidade”, com certeza que o mundo do trabalho também está em constante mudança. Neste vídeo há uma aluno que nos mostra 2 frases: When I graduate I probably will have a job that doesn’t exist today. Ou seja, as mudanças existem em todas as áreas da vida do indivíduo e neste caso, falamos das mudanças ao nível do trabalho, dos empregos. Como é referido no vídeo, esta é a geração multitasking, que toma as suas refeições, e navega no Instagram enquanto ouve música com a aplicação Spotify. São jovens mais agitados e que fazem muitas coisas ao mesmo tempo e representam o futuro tecnológico do mercado de trabalho. Novas profissões ligadas à evolução tecnológica e software social surgirão e estes jovens têm que estar preparados para elas. 

Mike Wesch, de forma inocente ou premeditada, através dos seus alunos está a chamar a atenção para o papel da rede, não só na vida pessoal e profissional de todos nós, mas como interface educativo, que se caracteriza pelo conhecimento conectivo e colaborativo, que cria um ambiente informal de aprendizagem, mas que pode ir mais além e surgir como rede de aprendizagem aberta, na qual se aprende e se constrói conhecimento. A utilização do adjetivo “aberta” não é em vão. Estes estudantes universitários falam em elevados custos, que estão associados às propinas e aos manuais, por exemplo. O Movimento Aberto, que apoia a utilização de Recursos Educacionais Abertos, poderá reduzir alguns destes custos e fomentar a pesquisa, a recolha, a utilização, a adaptação e a partilha de informação de forma gratuita, legal, e interativa. Com este tipo de abordagem na educação, o aluno assume o papel principal, e o professor torna-se um animador da inteligência colectiva dos grupos que estão a seu encargo. Sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das aprendizagens: o incitamento à troca dos saberes, a mediação relacional e simbólica, a pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem, etc. (Lévy, 2000, p.171) 

Gostaríamos ainda de chamar a atenção para a informação que surge no vídeo acerca das redes sociais e dispositivos tecnológicos, nos e com os quais os alunos passam muitas horas, seja online ou offline. Se são estas as escolhas dos nossos jovens, a melhor decisão é usar estas redes, estes dispositivos no processo de ensino e aprendizagem, para que os jovens e sintam no “seu mundo”.

Mas o que resulta dessa questão partilhada é revelador que as coisas, nos nossos dias já não se podem resumir à acumulação de conhecimento individual. É preciso questionar se realmente a informação é importante para enfrentar os problemas do dia a dia. Hoje em dia o mais importante, pelas respostas aqui apresentadas, é desenvolver o sentido crítico e através do debate de ideias encontrar o conhecimento que realmente importa e como deve ser assimilado. Num excelente MOOC da plataforma Coursera, que debate esta problemática, “As ecologias do eLearning”, para eles o eLearning é um ecossistema, desenvolvido pela Universidade do Illinois, os professores William Cope e Mary Kalantzis defendem que a tecnologia por si só não modifica a educação, ela facilita a transmissão do conhecimento e abre as portas para se desenvolverem novos métodos de ensino que tornem todos os intervenientes do processo em agentes ativos.

Vídeo 3:

Por último, foi-nos apresentado o vídeo Web 2.0…The Machine is Us/ing Us (2016), do mesmo autor, no qual nos mostra a evolução do texto escrito em direção à Web, passando pelo texto digital, pelo hipertexto, com a possibilidade de estarmos ligados em todo o lado, pelo HTML, onde o conteúdo e a forma se separam, e pelo XML, que permite a troca de dados. De seguida, responsabiliza cada um de nós de organizarmos esses dados, como criadores de máquinas, transformados nas próprias máquinas. Termina afirmando que a Web é mais do que ligar pessoas, é a partilha, a troca a colaboração e como tal teremos que repensar várias questões, como por exemplo os direitos de autor, a identidade, a ética, a estética, a retórica, o governo, a privacidade, entre outros, terminando com nós próprios. 

E tudo isto corrobora o que conteúdo do terceiro vídeo. A Web 2.0… The machine is Us/ing us. Atenção que já estamos a entrar na Web 4.0, mas isso é outro debate. Na verdade, tudo o que a tecnologia faz é facilitar e promover novas formas de apresentar conteúdo, criado pelos humanos e aqui a Web 4.0 já começa a ter algumas diferenças, através da mistura de texto, imagens e vídeo tudo isto com a possibilidade de ter mais ligações, hipertexto, para ainda mais conteúdo espalhado por todo o lado na rede. 

Mas não podemos deixar de chamar a atenção para o título e o jogo de palavras que ele encerra. Este título pode levar-nos para duas análises, uma visão negativa acerca da tecnologia, quase como se Paul Virílio estivesse “presente”, e outra mais positiva, que nos coloca numa posição de destaque, de criadores globais, responsáveis por tudo o que se passa à nossa volta e sobretudo como detentores, criadores de partilhadores do conhecimento.   

Quando lemos The machine is using us, somos imediatamente remetidos para a visão pessimista de Paul Virilio, que defende que nós estamos a delegar todo o poder nas máquinas e que esta atitude nos poderá levar ao abismo ao acidente integral, onde não controlamos mais o que se passa à nossa volta, como se fôssemos “inválidos”, inertes, massificados. E estamos a tomar esta atitude por dois motivos principais, a função facilitadora da tecnologia nas nossas rotinas pessoais e profissionais e devido ao caráter lúdico da mesma. 

A segunda leitura do título, por mais coincidente que nos possa parecer, leva-nos ao pensamento de Baudrillard e que nos transforma, a nós Homens em máquinas, como elementos virtuais deste sistema, criado por nós, como seres pensantes, criadores, a residir numa hiper realidade. 

Mas com a visualização do vídeo em causa, verificamos que o homem é o criador e residente do mundo tecnológico, virtual, digital, hipertextual, cuja única preocupação e objetivo, é conectar-se. Esta conexão implica a partilha, a troca e a colaboração  em todos os campos da vida. Mas estas mudanças não se podem ficar apenas pelo exterior, pelos dispositivos tecnológicos, pelo HTML, pelo XML, mas têm que começar no interior de cada um de nós, da forma somos e agimos perante o mundo. Se este mundo implica partilha, essa partilha deve ser alargada à educação, onde os conhecimentos deverão estar acessíveis. Para isto terão que ser repensadas questões como o copyright, a autoria, a ética, a retórica, a privacidade, as leis que estão por trás de tudo isto. Para além desta questão, a troca e a colaboração, tem que nos fazer pensar sobre quem somos, que papel assumimos, como alunos, como professores, como pais, como parceiros e como “EU”.

Em modo de conclusão, o conjunto dos três filmes poderá servir de chamada de atenção para todos os que estão envolvidos no processo de ensino e aprendizagem com a seguinte mensagem: já que estamos a criar este mundo rico em tecnologia, onde partilhamos, cooperamos, colaboramos mais do que nunca, a educação terá que assumir esta nova abordagem, através de uma nova identidade dos seus participantes, caracterizada pela atividade e proatividade, de um conceito de abertura relativamente ao conhecimento, em que o pensamento criativo, crítico e conector é privilegiado.

Comentários

Estes são os nossos comentários acerca de cada um dos vídeos, em língua inglesa, que quisemos partilhar com o mundo e com o autor, e que demonstram o fascínio, interesse, atualidade e sobretudo a pertinência dos pensamentos e ideias do mesmo. A Equipa LAMBDA, eu a Ester Saraiva e o Pedro Ribeiro , concluiu que este desafio deu-nos a oportunidade única de conhecer Mike Wesch, do qual ficámos absolutamente fãs. Obrigada colegas pelo trabalho colaborativo e pelo resultado do qual nos orgulhamos todos. Obrigada professor António Teixeira pela oportunidade.

“This video, A Vision of Students Today (2007), is more than the history of YouTube, it shows the power of this community. Platform is just an empty name to describe it. Before we watched this video, even better before we started studying eLearning and social media, if someone asked us what comes to your mind when you think of YouTube, we would obviously answer videos, music, youngsters, Brazil (Yes, we’re Portuguese and our daughters love watching Brazilian YouTubers) and addiction. But, something changed… you have strongly changed the way we see and experience YouTube. There are three aspects we’d like to point out: The community sense, the user generated content and authenticity. The community sense really impressed us. We had never thought about the decline and loss of community in that way. Now we see that people have gone through a period of loneliness. We are always hearing people saying: “the Internet, mobile phones, gaming and social networks are driving people apart. Soon our youngsters won’t have the necessary skills to communicate face-to-face.” But after watching this video, we thought, what about TV and Radio and huge supermarkets, etc? These are really isolating. We are not being fair. Through YouTube you communicate, you share, you cooperate, although in an individualised way, but not definitely alone. Nowadays, people are eager to BELONG. YouTube gives you the chance to feel free, to communicate without the face-to-face constraints. Although the audience is invisible, it’s is very “present”, paying attention, reacting and making you company. This community connects people in unexpected and unimaginable ways. The part YOU of the name YouTube, refers to the user generated content. It is YOU who make, edit and share the videos. It’s you who comment, who answer, who like or not them. It’s all about You, US, People. We use that little glass dot to show anyone and everyone our stories, our opinions, our information, our sadness, our happiness, and we could continue, but we’ll finish with our values. Is it authentic? Critics spend so much time discussing authenticity while they should focus on more important issues. “Real” people have different “faces” for different situations in their lives. We are not the same people with our family, with our students, with our workmates, with our bosses, at the gym or at the club. Why can’t people have different “faces” in a virtual world, on YouTube? In our humble opinion, the most important is that this “role playing” isn’t used to fool, to insult, to harm, to undermine, but to smile, to laugh with people, to make people happy, to live, to escape sometimes difficult realities and especially to communicate. As long as YOU are YOU and not what the others want you to be. Keep real, even if that means playing many roles, many faces, many “YOUs”. Team Lambda Educação e Sociedade em Rede MPeL UAB”

A Vision of Students Today (2007) is one of the most updated visions of education I’ve ever seen. Is this good? YES … and NO. YES, because you have a gift, an unusual, passionate way of showing the “world of education” what’s wrong and you even give clues to the possible solutions. YES, because we all feel the love you have for what you do and your dedication to your students (Some of us are teachers too). And YES because you’re not a “traditional” teacher and the walls of your classrooms must be proudly smiling. The techniques and strategies you use in your lessons are in tune with the virtual, web-based, technological, open world we and our students are creating and living in. And those physically or virtually around you are the main characters in your studies, they not only participate, they conduct, they produce and you are the mediator, the compass, the trampoline. And NO. Why not???? Those involved in education and by this we mean governments, schools, teachers, educators, parents aren’t listening, aren’t watching, and aren’t sensing what they should be. Please pay attention to our children and youngsters. Teachers and educators, information is everywhere so forget your “know it all / encyclopaedia power” role and teach your students how to think, how to criticise, how to analyse, how to debate, how to challenge themselves, how to fight for what they need, how to motivate themselves, how to create, how to do and how to BE. Schools, please, give your staff the physical or intellectual tools they need to do their job the right way. And what is the right way? Any way that involves participation collaboration, cooperation, (pro)activity and especially a way that makes sense to them, to us, to those who live in THIS world. Rulers, please, you have the power to change the rules, the laws that can transform the education world. Show the world that you care and that you’re paying attention to schools, teachers and students and that you understand and support them, by reducing costs, by providing training, by encouraging open access. Parents, teachers and schools are the artists that shape our future adults, so give them credit and bring the best in them. As teachers, we hope the walls in our classrooms say: “You’re going in the right direction…” Team Lambda Educação e Sociedade em Rede MPeL UAB”

“Ester and Pedro, one of the things we discussed a lot was “Is the machine US? Or Using us? ” We’re pretty sure that we are the machines, in the sense that we build, operate, execute, repair and even destroy, with the machines we create. So they are the tools and we are the machines who have the power. On the other hand, in the Portuguese language there is an idiom we use, which I can translate “You are a machine!”. We use this when we want to praise someone’s performance or attitude. In English you have something similar which is the expression “like a well-oiled machine”. So, we can prove we are machines. And this is the bright side of this expression and in our opinion this could be the side Mike Wesch wants us to focus on. Accumulating knowledge is easy for machines, but creativity is a human attribute and it will always be impossible for the machine to follow the same path as the human mind when it comes to inventing new ways of dealing with reality. The ideas suggested by humans will always have interpretations conditioned by emotions and feelings, and the good or bad way they take will also always depend on who interprets them. The network is a set of creative minds that use a resource made available by technology. That’s why the machine is us. But, are machines using us? We don’t think so. Many people fear that machines gain too much power and will start “invading and destroying the human race”, as we’ve seen in so many Hollywood films. We think they are overreacting. We, humans, invented the HTML, the HTML, gave birth to the Web 1.0, the Web 2.0, this global social phenomenon, the Web 3.0, known as the semantic, mobile, phone or flexible web and we are now entering the Web 4.0, where artificial intelligence will take over. So many changes in such a little time. Those who were born before the cyberspace even existed are witnesses, guinea pigs of all these innovations, but those who are born in the cyberspace era, this virtual world is becoming more and more their real world. Therefore we must adapt and adaptation means changes. We must reshape, redo, and restyle all our areas of life, especially those who play a vital role in the upbringing of our young children. These children will be adults immersed in technology, networks, virtual communities where sharing, exchanging, cooperating and collaborating are the keywords. This in an invitation for education to enter this Era, by breaking through the old, traditional, superior, untouchable, inflexible, closed standards and by rethinking copyright, authoring, identity, ethics, aesthetics, rhetoric and policies. Team Lambda Educação e Sociedade em Rede MPeL UAB”

Referências Bibliográficas

Publicado por Célia Ribeiras

Estudante da UAB, mãe, professora, filha e amiga...

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