TEMA 4: Delinear a Avaliação Pedagógica num Contexto Online

O MESMO GRUPO 3…

A MESMA CO-CONTRUÇÃO…

O MESMO EMPENHO…

O MESMO RESPEITO…

A MESMA CRIATIVIDADE…

… FERRAMENTAS DIFERENTES

Passos para a Construção do Módulo de Formação e respetiva Fundamentação

  1. Selecionar o módulo de formação: “The World of Work”;
  2. Análise do módulo de formação: foram incluídas informações no guião de aprendizagem acerca do feedback e sessões síncronas, corrigidas gralhas e melhorados alguns descritores das rubricas. A imagem do módulo de formação foi também substituída;
  3. Construção dos argumentos para a elaboração da fundamentação;
  4. Organização do e-book (fundamentação) tendo por base: como desenhar um plano de avaliação e respetivas questões a dar resposta (Amante e Oliveira, 2019) e o Modelo PrACT (Amante et al., 2017);
  5. Construção da capa do e-book e correção final do mesmo;
  6. Partilha e debate acerca do módulo de formação e respetiva fundamentação;
  7. Entrega da versão final do módulo de formação e fundamentação com a correção do número de falantes da língua inglesa e da gralha detetada no e-book.

Módulo de Formação

E-BOOK (Fundamentação)

REFLEXÃO FINAL

A avaliação é um dos temas mais controversos e desafiadores de sempre no âmbito da educação. Sobretudo nestes últimos tempos, tem sido uma temática muito trabalhada e muito discutida em webinares, em grupos nas redes sociais, em reuniões escolares, em documentos da tutela, entre outros. O quê, quem, como e porquê avaliar e inclusivamente avaliar ou não tem estado em cima da mesa desde que entrámos neste ensino remoto de emergência.

Logo, esta Unidade Curricular foi uma lufada de ar fresco na minha vida de estudante por todos os conhecimentos adquiridos e em simultâneo uma fonte muito rica de informações a aplicar na minha vida profissional.

Para construir a minha reflexão final vou usar o modelo PrACT. Sei que pode não parecer apropriado, mas tenho a certeza que vai fazer sentido.

Praticalidade: A UC de Avaliação em Contextos de Avaliação revelou desde muito cedo a sua exequibilidade. Ou seja, os timings solicitados para a execução das tarefas foram adequados e as tarefas foram muito bem estruturadas, apoiados pelo contrato de aprendizagem que foi cumprido na sua totalidade com a flexibilidade necessária. O tempo é algo precioso nas nossas vidas, e termos noção do que nos espera, quando e como é essencial para a nossa gestão do mesmo. Quero saleintar o feedback, quer da professora, quer da Elizabeth que foi adequado, no momento correto e construtivo, conferindo um sentimento de apoio permanente.

Ou seja, pela descrição anterior podemos constatar que a eficiência desta UC foi elevada, pois a sua frequência valeu cada cêntimo, pela sua importância, pela sua exequibilidade, pela sua utilidade para a aprendizagem, não só pessoal (como estudante), mas também, e com grande destaque na minha vida profissional. Levarei estes conhecimentos para a vida e posso informar que estes estão já a ser postos em prática no polo de Castelo Branco da “minha” escola.

Autenticidade: Não me querendo repetir, os conhecimentos adquiridos nesta UC não poderiam estar mais perto da minha realidade, inclusivamente, mais perto da realidade humana. Avaliar faz parte da vida e mesmo quando avaliamos uma coisa simples, como o comportamento dos nossos filhos, as atitudes dos nossos colegas ou amigos, a compra de um carro ou de uma casa, devemos ter em causa termos como reflexão, autoavaliação, processo, feedback, metacognição, autoregulação, critérios, evitando olharmos e pensarmos apenas em números, testes, ou momentos “fechados”.

A complexidade que surgiu ao longo desta UC foi adequada pois fez-me refletir, problematizar, discutir em fórum, tentar esclarecer e argumentar, desenvolvendo skills tão essenciais para o século XXI, tais como o pensamento crítico, a resolução de problemas, a criatividade, a comunicação e a colaboração, apoiadas pelas qualidades inerentes, nomeadamente a curiosidade, a iniciativa, a persistência, a adaptabilidade, tal como o World Economic Forum de 2015 defende para a aprendizagem ao longo da vida. (Moreira, 2018).

As tarefas de avaliação, que passaram pela construção de artefactos, participação em fórum, autoavaliação e avaliação por pares demonstraram a sua eficácia e poder. A sua (co)construção foi feita com uma orientação clara e consistente, mas em simultâneo com a liberdade de escolha suficiente, contribuindo para uma maior motivação. O facto de podermos escolher com quem trabalhar, como e onde trabalhar resulta em confiança, em diversidade e em exploração, enriquecendo-nos como seres individuais e como elementos de grupos.

Consistência: Todos os trabalhos solicitados estiveram em concordância com as temáticas exploradas ao longo de cada tema. O tipo de tarefa foi variando, o que implicou ferramentas diferentes, que foram desde wikis, fóruns, ferramentas de apresentação, websites, ferramentas de construção colaborativa, plataforma de aprendizagem, blog e formulários.

A multiplicidade de indicadores não é apenas visível no tipo de ferramentas, mas também nos variados avaliadores, que vão desde a professora, passando pela Elizabeth e por nós próprios, culminando nos nossos colegas que avaliámos e fomos avaliados em quatro momentos. Estes momentos, repetindo a opinião da Elizabeth, foram  verdadeiramente emancipatórios, pois colocaram-me num lugar ativo e de grande responsabilidade, levando à reflexão, metacognição e autorregulação.

A co-construção de rubricas analíticas para avaliação dos diferentes temas permitiu que estas assumissem o seu papel de destaque na avaliação formativa, tendo sido consideradas por todos os stakeholders como pertinentes, adequadas e justas. Ou seja, sendo os critérios relevantes e alinhados com as competências a desenvolver, o sucesso foi garantido.

Transparência: Como já referi anteriormente, todos os estudantes participaram na construção dos critérios, envolvendo-se e definindo instrumentos, ferramentas e as suas próprias metas de aprendizagem. O resultado de cada tema, em formato de artefactos, ou de opiniões ou argumentos foram, não só partilhados entre todos, mas também analisados, refletidos e explorados por todos os elementos da turma, sempre que estes estiveram na disposição para tal. Eu li cada palavra, visualizei cada artefacto e respondi a cada solicitação, entrando numa aprendizagem verdadeiramente colaborativa, construtivista e conectivista.

O impacto que esta UC teve na minha vida foi brutal e tenho a certeza que a designer instrucional, a professora Lúcia Amante, apoiada pela Elizabeth Sousa, tem vindo a fazer e fará uma análise dos resultados, das autoavaliações, das avaliações por pares, dos fóruns e dos artefactos, não só para avaliar os estudantes, mas sobretudo para avaliar o sucesso da UC, com os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. Na minha opinião os pontos fortes são imensos e estão bem visíveis nesta reflexão. Quanto aos pontos menos positivos quero apenas referir às instruções do tema 3, que provavelmente por defeito não culminaram no pretendido, como já foi referido pela professora. Por outro lado e da total responsabilidade dos colegas a turma, a ausência de resposta a perguntas ou comentários em fóruns, a não visualização e/ou análise de artefactos do meus grupo poderá ter prejudicado o nosso trabalho e revelou falta de respeito pelo grupo 3, mas caberá a cada um fazer a sua própria reflexão. Esta colaboração e cooperação deve ser rica, acrescentar valor e ser contextualizada e fundamentada, o que também nem sempre aconteceu. Participar apenas para mostrar presença também não deve ser valorizado.

Logo, esta Unidade Curricular não poderia ter vindo em melhor altura na minha vida. Porquê? Porque com os conhecimentos adquiridos consegui compreender que quando dizia que “tudo conta para avaliação”, que quando incentivava os meus colegas a usar rubricas para avaliar os alunos, quando não compreendia que não me fosse permitido revelar os critérios de avaliação aos meus alunos antecipadamente, tudo isto tem um motivo, todas estas abordagens foram investigadas, trabalhadas, testadas. Ou seja, existe um suporte teórico que vai ao encontro de algumas das minhas práticas e me fez melhorar muitas outras e orientar os professores da minha escola no mesmo sentido.

Como a vida é um ciclo, vou terminar como comecei, a avaliação é um PROCESSO no qual o FEEDBACK permanente e adequado é uma das suas ferramentas mais poderosas. Estas foram as duas palavras que selecionei para definir avaliação na wiki inicial e se me fosse pedido neste momento, voltaria a selecioná-las. Esta seleção seria agora mais sustentada e mais rica.

Para terminar deixo algumas referências bastante recentes de especialistas em digital e online learning , que com a pandemia que assolou o mundo e que implicou um ensino remoto digital, tentaram contribuir com os seus conhecimentos, experiências, linhas de investigação e sugestões para um mundo mais informado, mais atualizado e mais autêntico, no que respeita à avaliação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Amante, L.; Oliveira, I. (2019). Avaliação e Feedback. Desafios Atuais. e-book, MPV_Inovaç@o, Universidade Aberta: Lisboa 27 pp. ISBN 978-972-674-846-5 http://abre.ai/akkr.

Amante, L., Oliveira, I., & Pereira, A. (2017). Cultura da avaliação e contextos digitais de aprendizagem: o modelo PrACT. ReDOC – Reviista Docência e Cibercultura1(1), 135–150. http://hdl.handle.net/10400.2/7266

Jisc. (2020). The future of assessment: five principles, five targets for 2025. http://repository.jisc.ac.uk/7733/1/the-future-of-assessment-report.pdf

Moreira, José António. (2018). Reconfigurando ecossistemas digitais de aprendizagem com tecnologias audiovisuais. EmRede – Revista de Educação a Distância5(1), 5–15. https://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/view/305

Atividade Extra- MISSÃO VirtualLIFE

QUEM?

ESTA SOU EU… BEM… É UMA REPRESENTAÇÃO DO MEU EU NUMA SECOND LIFE – O MEU AVATAR

O MEU AVATAR

Na minha “First Life” não sou ruiva, não uso aquele penteado, não tenho tatuagens.

Mas gosto de usar roupa preta, calções e t-shirt e sabem o que gosto mais?

De “ser” uma jovem rebelde que parece não ter medo de nada no mundo e que apesar de petite demonstra uma força interior brutal.

Poderia ter construído um AVATAR mais próximo do meu look, da minha realidade física, mais tipo isto…

Clientmoji
o meu BITMOJI

Mas quando vi esta personagem, identifiquei-me de imediato com ela. Ela é uma representação digital virtual de mim, o meu corpo tecnológico digital, através do qual posso agir, interagir usando diversas linguagens, desde a textual, passando pela oral, e gestual e terminando na gráfica. Ou seja, é o meu EU DIGITAL VIRTUAL!

Mas não estive sozinha nesta experiência. Vou-vos apresentar as minhas virtual/real friends (VRF)

MY VIRTUAL/REAL FRIENDS

As minhas VRF são a Ana Loureiro e a Miz Mobile (Ana Fonseca). Elas têm vindo a acompanhar-me na minha “1st Life”, no MPeL13, e no dia 13 de junho acompanharam-me no metaverso Second Life.

ONDE?

Esta resposta é mais difícil…

A 1ª vez, a professora Eliane Schlemmer marcou uma reunião informal dia 30 de maio, de forma síncrona, às 15h (Portugal), no espaço do GPe-dU na Ilha UNISINOS. Esta reunião serviu de adaptação a este “não lugar”, a esta realidade virtual, ou melhor, a esta virtualidade real. Do meu local de trabalho (a sala da minha casa) acedi e lá entrei num mundo novo…

A 2ª vez fisicamente estava em casa (não na minha residência habitual). Mas virtualmente estive com as minhas VRF no Noir Jamaica SPA, mais especificamente no Ocho Lounge.

Afinal o que é o SECOND LIFE?

Um mundo virtual, um metaverso, um ambiente digital virtual imersivo, uma plataforma onde posso interagir, viver, conviver, num universo de representações, o que possibilita o desenvolvimento de uma nova experiência social, numa convivência de natureza digital virtual, tal como defendem Eliane Schlemmer e Fernando Marson (2013).

COMO?

Fomos lá parar porque o professor J. António Moreira nos desafiou com um tópico extra, Missão VirtualLife, com a presença e apoio da especialista em Metaversos e Second Life, a professora Eliane Schlemmer.

Foi um desafio com tudo o que está associado a este termo. A ansiedade de instalar um programa novo e de o compreender, todas as dúvidas associadas à construção do AVATAR, a sensação de estar perdida num lugar, o “medo” de me afogar (o que aconteceu a toda a hora), a excitação de poder voar, o receio de reunir com os professores e colegas, podendo chegar atrasada, não os encontrar. Bom tudo aconteceu, perdi-me, afoguei-me, sentei-me no chão, caí em buracos, voei, não consegui parar de andar, mas estive “presente”. De tal forma que consegui sentir-me num estado de flow.

Estado de flow?

Passo a explicar.

Em 1975, um psicólogo e professor húngaro, Mihály Csíkszentmihályi deu nome a um estado, no qual:

  • estamos totalmente envolvidos numa atividade
  • deixamos cair o nosso ego
  • sentimo-nos totalmente envolvidos
  • focamos toda a nossa atenção
  • participamos plenamente e com toda a nossa energia na atividade
  • perdemos o sentido de autoconsciência

Quando?

Desde o dia 28 de maio, em que instalei o Second Life, tenho explorado o máximo que consigo, dentro do tempo disponível e no sentido de começar a pensar nesta plataforma para dar as minhas aulas.

Sim, exatamente o que acabei de dizer. O Second Life tem um potencial didático fortíssimo. Passo a explicar. Determinadas características dos metaversos fazem dos mesmos excelentes plataformas para os professores usarem nas suas práticas pedagógicas, nomeadamente:

  • Telepresença: num ambiente gráfico 3D, uma presença virtual que confere uma maior sensação de imersão da perspetiva da interação, do envolvimento, da participação e do interesse.
  • Interação: Mais significativa e interessante pois parte da ação e envolve muita emoção
  • Enriquecimento da experiência de aprendizagem: que resulta da imersão no espaço 3D por meio do nosso Avatar.
  • Sentimento de “Pertença” e proximidade: fomentado pela interação, pela imersão do avatar no ambiente. Este sentimento de pertença cresce para laços de convivência , cooperação e colaboração, fatores predominantes para a criação de conhecimento em ambientes online
  • Sentimento de autonomia
  • Minimização da distância
  • Capacidade de co-criação
  • A experiência de flow
  • Hibridez

São tantas as vantagens sobre, inclusivamente, outros Ambientes Virtuais de Aprendizagem, que a minha cabeça já começou a magicar. Meus queridos alunos… get ready…

Para que os meus alunos possam desfrutar deste i-Learning (Immersive Learning) terei apenas que definir objetivos claros, preparar-me para dar feedback imediato e direto e controlar o equilíbrio entre as competências e habilidades dos meus alunos e os desafios a colocar. O sentido de controlo pessoal sobre a ação e a consequente gratificação tratam do resto!

Como defende Castells (1999), citado por Schlemmer e Marson (2013), eles que se preparem para muito mais do que uma Realidade Virtual (RV) e estejam preparados para uma Virtualidade Real (VR), onde a interioridade é sensorialmente compartilhada e ampliada pelos dispositivos eletrónicos. Esta VR permite aos seus “habitantes” o agir e o compreender a experiência, refletindo na e sobre a mesma, na busca de símbolos e significados, ou seja, construindo conhecimento.

O quê?

Resultados:

  • Informação acerca de metaversos e mais especificamente sobre o Second Life;
  • Experiência num mundo híbrido;
  • Convivência num mundo paralelo com colegas e professores;
  • Criação do meu EU digital;
  • Ideias novas para as minhas práticas pedagógicas;
  • Criação de um vídeo acerca do Second Life com a colega e VRF Ana Loureiro, apoiadas pela colega e VRF Ana Fonseca.
  • Um post no Blog (um pouco extenso, mas há tanto para dizer!!)

Aqui vos deixo o nosso vídeo, que foi feito com muita emoção, prazer e sobretudo Diversão!

Obrigada professor J. António Moreira, professora Eliane Schlemmer e às colegas Ana Loureiro e Ana Fonseca.

FIRST LIFE… SECOND LIFE

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Schlemmer, E., & Backes, L. (2008). METAVERSOS: novos espaços para construção do conhecimento. Revista Diálogo Educacional8(24). http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=189116834014

Schlemmer, E., & Marson, F. (2013). Immersive Learning: Metaversos e Jogos digitais na Educação. Information Systems and Technologies (CISTI). 8th Iberian Conference. https://www.researchgate.net/publication/261111387

TEMA 3 – INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DE eLEARNING

DESAFIO

  1. Um caso real de avaliação (um instrumento de avaliação)

2. Elaboração de um artefato digital

2.1 Constituição do GRUPO 3

2.2 Leitura e análise de referências alusivas aos seguintes instrumentos / estratégias de avaliação:

  • Fóruns de Discussão
  • e-Portfólios
  • Mapas Conceptuais

2.3 Construção do artefacto com aspetos do processo avaliativo da ferramenta /instrumento/ estratégia de avaliação:

2.3.1 Características

2.3.2 Potencialidades

2.3.3 Limitações

Cliquem na imagem

REFLEXÃO

ASPETOS POSITIVOS

O Grupo

Aqui não há muito a acrescentar, apenas um obrigada à professora Lúcia Amante por nos ter dado a possibilidade de trabalhar com as pessoas com quem mais nos identificamos.

A Co-Construção

Sentirmos que colaboramos, que as nossas visões, comentários, reflexões e destaques têm pertinência, lógica e interesse para fazer parte de um artefacto, é uma sensação muito prazerosa.

A Artefacto

O artefacto não seria possível sem os vastos conhecimentos da colega Ana Fonseca em construção de sites, mas a sua riqueza passou pela partilha e construção de informação pelos 3 elementos do grupo. (Já agora aproveito. Muito Obrigada, meninas).

O nosso objetivo para este site é que este permaneça vivo, atualizado, com mais e nova informação acerca de avaliação digital em contexto de eLearning, que se torne útil para todos os que tenham interesse na temática. Ele está disponível online pode ser consultado e nós como suas criadoras de tudo faremos para que este seja pertinente e contenha as mais recentes visões acerca do tema.

A Reflexão

Os 3 elementos do grupo são professoras / formadoras e quando apresentamos os nossos casos, na primeira fase do trabalho, seguido da seleção do momento de avaliação da Ana Fonseca e respetiva análise, houve muitas conclusões que daqui surgiram.

Estando nós num ensino remoto de emergência, tentando aplicar os conhecimentos que fomos adquirindo nas diferentes UCs deste mestrado (O que foi uma vantagem para nós as 3), nomeadamente as estratégias, instrumentos de avaliação mais adequadas, apoiados por rubricas bem construídas, este trabalho surge no momento certo. Tudo foi posto em questão. e as perguntas que se colocaram foram (referindo apenas as que se relacionam com a avaliação):

  • Será que as ferramentas de avaliação que estamos a usar promovem o trabalho colaborativo e colocam o aluno no centro?
  • Será que se construíssemos as rubricas com os alunos estas seriam mais adequadas?
  • Será que as estratégias de avaliação que privilegiamos potenciam a metacognição e a autorregulação?
  • Será que estou a ser justa a avaliar os meus alunos neste período tão invulgar?

Esta reflexão, seguida de uma autoavaliação mais pessoal mudou muito a forma como passei a ver a avaliação digital em contexto de eLearning, implicando mudanças, adaptações e sobretudo novas abordagens na minha vida profissional.

O QUE DEVERIA TER SIDO DIFERENTE

Depois de analisado pela professora Lúcia Amante, compreendemos onde falhámos:

Não nos focámos na ferramenta digital escolhida para execução da atividade: o que fizemos foi analisar as potencialidades e fragilidades do próprio momento de avaliação no seu geral. Ou seja, o que deveríamos mudar para que fosse ao encontro dos pressupostos defendidos para uma avaliação alternativa digital em contextos de eLearning.

Focámo-nos nas rubricas: mesmo tendo noção que as rubricas não são instrumentos/ferramentas de avaliação, sentimos que estas poderiam ser melhoradas com a co-construção, com a sua utilização em peer e self assessment.

Artefacto com muito texto, sem recursos visuais: O facto da informação ser tão específica e tão técnica, aliada à ferramenta selecionada, considerámos as ilustrações pouco pertinentes. Mas depois uma reflexão sobre o assunto, considero que poderíamos ter tornado o artefacto mais atrativo e mais leve, através de uma maior paleta de cores, por exemplo.

Extensão: este fator prende-se sobretudo com a dinâmica que queremos para o futuro do nosso site. Este site foi construído como artefacto para um trabalho da UC de Avaliação em Contextos de eLearning, mas não queremos que este “morra”. Muito pelo contrário, queremos que sirva para todos os que queiram saber um pouco mais sobre avaliação em contexto de eLearning tendo a intenção de o “alimentar” com informação, reflexões, links, recursos e produtos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Cruz, C., Araújo, I., Pereira, L., & Martins, M. de L. (2010). Uma abordagem da avaliação online no ensino superior: e-portfolios em rede social. Revista EduSer2(2), 3–27. http://hdl.handle.net/10198/3959

Fraile, J., Pardo, R., & Panadero, E. (2016, October 5). ¿Cómo emplear las rúbricas para implementar una verdadera evaluación formativa? Revista Complutense de Educación28(4), 1321–1334. https://doi.org/10.5209/rced.51915

Freire, C. (2010). Mapas conceituais na Educação a Distância: uma análise sob a ótica da Complexidade. Anais Eletrônicos. http://www.nehte.com.br/simposio/anais/Anais-Hipertexto-2010/Cristiane-Sa-Freire&Fabiana-Cristina-Ribeiro&Lidia-Bravo.pdf

Mertler, C. (2001). Designing Scoring Rubrics for Your Classroom. Practical Assessment, Research and Evaluation7(25), 2–8.

Souza, N. A. de, & Boruchovitch, E. (2010a). Mapas conceituais e avaliação formativa: tecendo aproximações. Educação e Pesquisa36(3), 795–810. https://doi.org/10.1590/s1517-97022010000300010

Souza, N. A. de, & Boruchovitch, E. (2010b). Mapas conceituais: estratégia de ensino/aprendizagem e ferramenta avaliativa. Educação Em Revista26(3), 195–217. https://doi.org/10.1590/S0102-46982010000300010

Uchôa, K. C. A., & Uchôa, J. Q. (2012). Uma Análise Sobre Avaliação Colaborativa em Fórums de Discussão. RENOTE10(3). https://doi.org/10.22456/1679-1916.36376

Vonderwell, S., Liang, X., & Alderman, K. (2007). Asynchronous Discussions and Assessment in Online Learning. Journal of Research on Technology in Education39(3), 309–328. https://eric.ed.gov/?id=EJ768879

TEMA II – APRENDER NA REDE – TAREFA 2

O MEU PERSONAL LEARNING ENVIRONMENT (PLE)

CLICAR NA IMAGEM

É engraçado que tivemos que chegar a esta unidade para eu ter um nome para o que eu tenho vindo a constatar, desde outubro de 2019. Descobri que existe um nome para a forma como tenho vindo a aprender e o melhor de tudo é que sou eu que escolho quase tudo!

Como é que isto é possível?

Não seria possível sem a Internet e as suas ferramentas 2.0, sem os recursos abertos e sem determinadas fontes de informação. E claro, nunca seria possível sem a orientação dos nossos professores, o apoio dos nossos colegas e sem a as conexões que já tinha estabelecidas e que fui estabelecendo desde o início do MPeL13, ou seja a minha Personal Learning Network.

Como é que “nasce” o teu PLE?

O teu PLE (vou arriscar) nasce contigo. Numa primeira fase mais circunscrito ao teu ambiente familiar, mas como a aprendizagem é feita ao longo da vida, o teu PLE vai crescendo tal como tu e os teus conhecimentos, com novas conexões, com novos instrumentos e recursos. Como defende Downes, “learning and living , it could be said, will eventually merge”. (2005)

Da perspetiva de ensino a distância, o teu PLE pressupõe participação ativa, no qual tens que “dar tanto como tomas” (Adell, 2012), numa base de confiança. Como residente da rede sinto que as interações de qualidade, os intercâmbios tranquilos enriquecem o meu mundo, logo o meu PLE.

Como podemos caracterizar os PLEs?

Os PLEs são em primeiro lugar pessoais e da responsabilidade de cada um, mas construídos em rede e dependentes de conexões. Para além disso são ubíquos, divertidos, flexíveis, agregadores, interativos, proativos, conectivos, imersivos, abertos e diversificados. Segundo Stephen Downes os seus princípios são a Interação, a Usabilidade e a Relevância, ou seja, “o que querem, quando querem, como querem e onde querem” (Motta, 2009, p. 16)

Onde se localizam os PLEs? – “Any Place, Anywhere” (Anderson, 2007 in Mota, 2009, p.7)

Bem, onde o seu proprietário entender. Mas o que vos posso dizer é que está em várias aplicações/ferramentas, em várias redes sociais, onde a interoperabilidade é essencial. João Mattar na sua mais recente publicação, O que estamos aprendendo sobre educação a distância durante a pandemia do COVID-19, vai ainda um pouco mais longe referindo que “(…)aprendemos que há um movimento de liquefação dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs) em direção às redes sociais, aos apps e, agora (o que ficou claro na pandemia), aos ambientes de webconferência. As mudanças para o desenvolvimento da EaD não envolverão mais necessariamente os AVAs ou LMSs, nem mesmo talvez os NGDLE – Next Generation Digital Learning Environments, mas alternativas mais simples – teremos que desenvolver uma pedagogia da evanescência.” (Mattar, 2020).

Um dos locais privilegiado do meu PLE é AQUI. Um Blog onde coloco as minhas reflexões, onde me conecto com colegas, professores e especialistas nas áreas do meu interesse, onde discuto assuntos de interesse onde pesquiso e comento publicações de outros. Onde cresço, onde aprendo, onde partilho… E por isso agradeço o facto de ter entrado neste mestrado, de ter tido que criar um blog, aos professores que incentivam a sua atualização e aos colegas que participam dele, e criam os seus próprios posts, que me enriquecem.

A sua riqueza está também na agregação de diversas ferramentas da WEB 2.0, como por exemplo, o Quiziz, o canvas, o YouTube, Educaplay, o Powtoon, entre outros.

Quem está no teu PLE?

Todos aqueles que para ele contribuem, sendo que o seu proprietário será o centro do seu PLE, pois este segundo Vigostky “is building or constructing (his/her) own version of learning based upon (his/her) preferences, needs and social interactions” (Wheeler, 2020) e à sua volta, conectados com o mesmo estiveram, estão e estarão várias pessoas, com um papel específico, que é assumido naturalmente.

Algumas dessas pessoas tiveram, têm ou terão uma papel mais preponderante, os chamados More Knowlegeable Others, ou MKOs (Wheeler, 2020).

O que está no teu PLE?

A informação que consideras pertinente, interessante e sobretudo útil. Stephen Downes cita Gee em E-Learning 2.0 ao dizer que “words are only meaningful when they can be related to experiences (2005)”. Ou seja, toda a informação que possuirmos faz mais sentido quando experienciada.

Os PLE e o processo de Ensino e Aprendizagem

Toda esta publicação está centrada no aluno (proprietário do PLE) com o seu PLE, ao serviço da aprendizagem do mesmo. Mas como é que instituições e professores podem beneficiar dos PLEs para o processo de ensino e aprendizagem formal?

Segundo Terry Anderson (2016) as vantagens são inúmeras, que vão desde o seu design personalizado, a capacidade comunicacional e a capacidade de armazenamento, organização, seleção e recuperação de ferramentas digitais e documentos.

Para além das vantagens acima descritas, o mesmo refere que estes contribuem para o uso eficaz de ferramentas digitais que contribuem para a eficiência e eficácia dos professores. Logo, os professores ganham qualidade de vida profissional e consequentemente pessoal.

Por outro lado, o professor deve incentivar os alunos a criarem/desenvolverem os seus PLEs, contribuindo para a sua identidade digital. Por outro lado, fomenta a aprendizagem conectivista, com uma comunicação e partilha entre alunos/alunos e professores. Os PLEs e a aprendizagem ao longo da vida são indissociáveis e em simultâneo contribuem para a capacidade e confiança na pesquisa, para a gestão e criação de ambientes de aprendizagem digitais e para o controlo da sua própria aprendizagem e respetivas ferramentas que as apoiam.

E é exatamente o que temos vindo a experienciar no MPeL13, com a construção dos nossos PLEs, que “enable each person to make his or her way in the world, to pursue their own good in their own way.” (Downes, 2016)

Referências Bibliográficas

Anderson, T. (2016, October 24). Three Pillars of Educational Technology: Learning Management Systems, Social Media, and Personal Learning Environments Part 3 | teachonline.ca. Teachonline.Ca. https://teachonline.ca/tools-trends/how-use-technology-effectively/three-pillars-educational-technology/three-pillars-educational-technology-learning-management-systems-social-media-part3

Attwell, G. (2006). Personal Learning Environments-the future of eLearning? ELearning Papers2(1), 1–8. https://doi.org/https://www.researchgate.net/publication/228350341

Downes, S. (2005, October 17). Stephen’s Web ~ E-Learning 2.0 ~ Stephen Downes. http://Www.Downes.Ca. https://www.downes.ca/cgi-bin/page.cgi?post=31741

Downes, S. (2016, December 11). Stephen’s Web ~ Beyond Institutions Personal Learning in a Networked World ~ Stephen Downes. http://Www.Downes.Ca. https://www.downes.ca/cgi-bin/page.cgi?post=66147

Mattar, J. (2020, June 3). O que estamos aprendendo sobre educação a distância durante a pandemia do COVID-19. Ensinar a Distância. https://eagoraead.wixsite.com/ensinaradistancia/post/o-que-estamos-aprendendo-sobre-educa%C3%A7%C3%A3o-a-dist%C3%A2ncia-durante-a-pandemia-do-covid-19?postId=5ed7986fb513560017bcb470

Mota, J. C. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias – ISSN 1646-933X2(2), 5–21. http://eft.educom.pt/index.php/eft/article/view/105/66

Peña-López, I. (2010, July 15). ICT4D Blog » Mapping the PLE-sphere. ICTlogy. https://ictlogy.net/20100715-mapping-the-ple-sphere/

Sierra Orrantia, J. (2012). PLE by Jordi Adell [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?time_continue=14&v=blzYQlj63Cc

Steve Wheeler. (2009, October 11). It’s Personal: Learning Spaces, Learning Webs. SlideShare. https://www.slideshare.net/timbuckteeth/its-personal-learning-spaces-learning-webs

thaicyberu. (2016). Designing Personal Learning Environments [YouTube Video]. In YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=Wwv8v0y6lAw

Wheeler, S. (2020). Personal Learning Environments. Zillearn.Com. https://zillearn.com/learning/preview/0246ddcac94000000000c000

TEMA II – APRENDER NA REDE – TAREFA I

MODELOS DOS PERSONAL LEARNING ENVIRONMENTS (PLEs)

BIBLIOGRAFIA ANOTADA: PLEs

Será possível de definir Personal Learning Environment (PLE)?

in Flickr Janson Hews (2012)

No video PLE, Jordi Adell define PLE como sendo “una manera de aprender” (2012), que apenas existe porque a Internet nos possibilita “utilizar un conjunto de herramientas gratuitas, recursos y fuentes de información” e permite contactos com pessoas com o objetivo de nos desenvolvermos profissionalmente ou pura e simplesmente aprendermos.

Mas para manter um PLE de boa saúde, para além da atualização permanente, do cultivar ao longo do tempo, e de uma relação de confiança com aqueles que dele fazem parte, é necessário partilhar com os outros, como se de uma transação informal e prazerosa de informação / conteúdos / serviços.

O mais importante é que como estudante do MPeL, estou a construir um PLE cada vez mais rico, com uma rede de contactos cada vez mais pertinente e de maior valor, pois o “control of learning itself” (Downes, 2005) está nas minhas mãos. Como proprietária do meu PLE sinto que a minha aprendizagem é feita, tal como defende Terry Anderson “anytime, anyplace, anywhere, for any reason.” (Mota, 2009, p. 7).

Nas pesquisas efetuadas tentei pesquisar textos mais recentes acerca da temática em conta, cujas referências bibliográficas constam desta publicação. Contudo, selecionei textos de Terry Anderson e Graham Attwell pelo valor de ambos na área de estudo.

REFERÊNCIA 1

Numa série de 3 partes denominada “Three Pillars of Education Technology: Learning Management Systems, Social Media and Personal Learning Environments”, Terry Anderson aborda os Personal Learning Environments (PLEs), tentando demonstrar como é que estes podem ser usados no melhoramento do ensino e aprendizagem.

Depois de uma definição de PLE, Terry Anderson refere 3 atributos do mesmo, nomeadamente ser construído pelo indivíduo para apoiar os seus objetivos de aprendizagem, o seu carácter comunicacional e o facto de ser um ambiente para armazenar, organizar, selecionar e recuperar ferramentas e documentos. Tendo em conta estes atributos, existem muitas vantagens para o professor/instrutor criar e manter um PLE de qualidade, nomeadamente o uso e escolha adequada e eficaz de ferramentas digitais, o melhoramento da qualidade vida pessoal e profissional, a criação de uma identidade digital e o fomentar uma aprendizagem conectivista. O papel do professor será incentivar os alunos a criarem o seu próprio PLE, apresentando e demonstrando ferramentas, com as suas potencialidades e fragilidades, levando os mesmos a investigarem, refletirem e irem além dos usos previstos, ou seja, aprenderem, uma vez que “PLEs develop and grow throughout one’s life and early exposure to both successful mastery and critical rejection of the tools are meaningful educational outcomes in any course of study” (Anderson, 2016).

Esta referência, de um autor de renome em diversas temáticas relacionadas com o eLearning e a EaD, é relevante sobretudo da perspetiva do professor. Sendo eu professora, considero que esta informação é pertinente, não só como conteúdo, mas também ao nível de práticas e pedagogias a implementar. Esta informação incita qualquer professor a arriscar e em simultâneo refere que não só a adoção de novas ferramentas, mas também a rejeição de outras, são experiências que devemos valorizar, não só nos alunos, mas também em nós próprios. O resumo final dos 3 capítulos é importante no sentido de relacionar os pilares para um professor do século XXI bem sucedido.

REFERÊNCIA 2

Graham Attwell, em 2006, questionou o papel dos Personal Learning Environments (PLEs) na educação. Depois de uma curta definição de PLE, o autor demonstra que os PLE são fundamentais para o processo de ensino aprendizagem devido ao contexto da época. Começa por destacar a aprendizagem ao longo da vida, contínua e que necessita do apoio de ferramentas de suporte para a mesma, com o aluno como organizador da sua própria aprendizagem. Esta aprendizagem ocorre em diferentes contextos e situações e é providenciada por diversos atores. Graham Attwell também chama a atenção para a importância da aprendizagem informal que pode ser potenciada pelo uso de PLEs, chamando a atenção, de seguida, para os diferentes estilos de aprendizagem de cada um. Com os PLEs, a avaliação pode assumir novas abordagens, pois estes permitem a demonstração de competências através da seleção de artefactos, que poderão constar de um e-portfólio.

E porque é que foi possível o surgimento dos PLEs? Por questões tecnológicas, nomeadamente o desenvolvimento da ubiquidade da rede e dos dispositivos e do crescimento do software social com “small pieces loosely connected”. Isto acontece também porque a forma como o indivíduo aprende sofreu também uma mudança com a possibilidade de criar, partilhar ideias, juntar-se a grupo, publicar e criar identidades.

Esta referência remete sobretudo para responder às questões: O Quê?; Quem?; Como?, Onde? e Porquê? (este com destaque significativo) PLEs. Não nos devemos esquecer que este texto é de 2006 e muito foi investigado após esta data. No entanto, as bases e as origens de algo com tanto potencial não devem ser descuradas. Será que a evolução ao nível da criação e utilização de PLEs no ensino formal sofreu o mesmo tipo de avanço que a investigação acerca do mesmo?

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

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TEMA 3: SISTEMAS DE GESTÃO DE APRENDIZAGEM, REDES SOCIAIS E JOGOS DIGITAIS

FASE 3

https://www.canva.com/join/doing-capri-airlines

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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TEMA I – TAREFA 2: A Pedagogia do eLearning

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Avaliação Pedagógica Digital em Contextos de Elearning

O desafio foi

  1. UM GRUPO – GRUPO 3

CÉLIA RIBEIRAS

ANA FONSECA

ANA LOUREIRO

2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Fraile, J., Pardo, R., & Panadero, E. (2016, October 5). ¿Cómo emplear las rúbricas para implementar una verdadera evaluación formativa? Revista Complutense de Educación28(4), 1321–1334. https://doi.org/10.5209/rced.51915

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3. FERRAMENTAS DE TRABALHO COLABORATIVO

4. UMA APRESENTAÇÃO

AVALIAÇÃO: DIGITAL

CONTEXTO: eLEARNING

E/COM RUBRICAS

https://www.powtoon.com/c/f7tuLoLtMMK/1/m

5. DEBATE NO FÓRUM

REFLEXÃO:

O Desafio

O grupo foi fácil de construir, pois eu e as Anas criámos desde início uma empatia e consideramos que a nossa forma de trabalhar é semelhante. Respeitamos muito as disponibilidades uma das outras e para isso criámos/ usámos ferramentas adequadas ao trabalho assíncrono, nomeadamente um google doc, e uma ferramenta de apresentação “powtoon” partilhável. Desta forma, foi possível estarmos sempre atualizadas e criar colaborativamente

Conseguir compilar toda a informação pertinente numa só apresentação sem que se torna-se maçudo não foi fácil. Tivemos que construir, em primeiro lugar resumos da informação retirada das referências sugeridas. Para além dos resumos, elaborámos um esquema lógico da apresentação, com destaque para as rubricas que nos pareceram merecer uma maior relevância. A preocupação passou pela qualidade da informação presente na apresentação, pela clareza e correção da linguagem e pela capacidade de síntese.

De seguida, foi necessário escolher a ferramenta de apresentação. O Powtoon pareceu-nos dinâmico, vivo, alegre, estimulante e sobretudo colaborativo. Tivemos sempre o cuidado de nunca prejudicar a leitura dos diferentes diapositivos, evitando textos longos ou compactos e/ou uma linguagem demasiado erudita, recorrendo muito a imagens como forma de auxiliar a visualização e uma música animada para impor ritmo e dinamismo.

O Produto Final

O produto final deixou-me cheia de orgulho, afinal é uma apresentação esteticamente agradável, com uma música étnica que denota otimismo e sobretudo com com informação relevante adequada, com destaque para as rubricas e o seu papel na avaliação em contextos de eLearning. Para além disso, introduzimos um elemento final de grande originalidade, o Quiz final. A nossa intenção não foi avaliar os colegas, muito pelo contrário, foi, por um lado, tornar a nossa apresentação um pouco mais interativa, incluir um elemento de avaliação alternativa digital que potencia a metacognição. Ou seja, todos os que se desafiaram a si próprios e responderam ao questionário (Sim, sabemos que não era fácil. Foi de propósito), conseguiram concluir se a nossa apresentação contribuiu para um maior e melhor conhecimento acerca da avaliação digital em contextos de e-learning e com rubricas.

Percebemos, com os debates no fórum e com a análise feita que a música prejudicou a nossa apresentação, pois tornava-se repetitiva e interferia na concentração ao longo da visualização do nosso trabalho e que deveríamos ter deixado o quiz permanentemente disponível . Esta duas situações foram resolvidas e sinto que qualquer pessoa que tenha interesse nesta temática poderá usufruir deste artefacto que se encontra online, aberto, disponível para usar, reutilizar, adaptar e partilhar. Um Recurso Educacional Aberto que poderá ajudar na compreensão da temática e na construção de conhecimento.

TECNOLOGIAS E FERRAMENTAS DA WEB 2.0 PARA A CRIAÇÃO DE AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

VAMOS JOGAR MAIS UM JOGO?

Observe bem as imagens e responda ao seguinte questionário:

Agora já sabem do que vos vou falar…

CONTEXTUALIZAÇÃO

Novas tendências globais, sociais, políticas, tecnológicas e educativas e a presença da hiperconectividade.

Estamos em fase de mudança no ensino-aprendizagem.

Essa mudança é não só conceptual, mas também tecnológica.

A informação surge-nos de forma fragmentada, num mundo híper-fragmentado.

Estas mudanças abrangem não só as instituições, bem como todos os seus stakeholders, nomeadamente professores e alunos. O processo de Bolonha, o crescimento exponencial da aprendizagem online e a Internet exigem uma mudança ao nível institucional.

O que devemos mudar de imediato é a forma como compreendemos os alunos, a aceitar as ferramentas que fazem parte do seu mundo, e tentar falar a sua linguagem. Ou seja, o aluno no centro de tudo.

Mas para que haja uma mudança, existe um processo, não necessariamente linear, que implica pressões, catalisadores ou provocadores dessas mesmas pressões, passando por um momento de resistência e consequente contrapressão, para que se verifique uma mudança sustentada e inovação.

Na minha humilde opinião, a fase em que nos encontramos, relativamente ao uso da tecnologia e ferramentas da Web 2.0, no processo de ensino e aprendizagem, é a de resistência e contrapressão, que com a conjuntura da pandemia atual, poderá levar dar um salto significativo. Poderá, pois a fase da resistência é ainda muito presente, sobretudo por parte das instituições, professores e encarregados de educação.

Já J. Baudrillard afirmava “We are in a chameleonesque era, able to change but not able to become”. (Siemens & Tittenberger, 2009, p. 4).

O momento

O momento é agora e mais do que nunca, agora mesmo. O distanciamento social implicou mudanças drásticas nas nossas vidas sociais, económicas, políticas e educacionais, com os professores e alunos confinados às paredes das suas casas. Talvez seja este o momento por que todos “esperávamos” para que fosse dada a importância e testadas tantas propostas de investigação, tantos media desacreditados, tantas ferramentas desconhecidas, tantas metodologias e práticas temidas, tantas pedagogias desvalorizadas.

Este é o momento para desenvolver novas ou emergentes literacias nos nossos alunos, futuros habitantes deste mundo hiperconectado, nomeadamente ancoragem (foco), filtro, a capacidade de se conectar, ser humano nessas conexões, criar e derivar significado, avaliar e autenticar informação, validar pessoas e conteúdos respeitando o seu contexto, o pensamento crítico, a criatividade e a aceitação de que tudo é incerto.

Com estas mudanças, pretende-se apenas que os “professores fiquem in, evitando que os alunos fiquem out.” (Moreira & Monteiro, 2015, p 382). Que passemos de uma mudança de inovação para a sistematização.

Informação, Conteúdo e Conhecimento

A informação, como referido anteriormente, surge de modo fragmentado. É uma amálgama que necessita de ser trabalhada, para que tenha sentido, para cada um de nós, num preciso momento, inserida num determinado contexto.

As diferentes formas de trabalhar essa informação são selecionar, adicionar e relaciona-la com outras, dialogar acerca da mesma, reestrutura-la, repensar essa informação e conectá-la.

Ou seja, cada um de nós, cria estruturas pessoais de coerência para compreender essa informação. Esta atribuição de coerência necessita de uma rede para sua validação, ou seja a validação de muitos , “the many” em vez de “the expert” (Siemens & Tittenberger, 2009, p. 3)

A criação dessa coerência faz parte de um ciclo, que se inicia na criação da informação, que é acondicionada e armazenada, de acordo com as necessidades e interesses de cada indivíduo, que controla, sequência e estrutura a mesma.

É aqui que surge a aprendizagem dessa informação, que gerará conteúdo.

A aprendizagem necessita de informação para “opening a door, not filling a container” (Siemens & Tittenberger, 2009, p. 3). É um processo social, situacional, reflexivo e multifacetado, que num mundo híbrido em que vivemos, deve ser “self-paced”, guiada e em colaboração ou cooperação, respeitando todos os seus domínios.

Em rede, essa aprendizagem é “a function of connections” (Siemens & Tittenberger, 2009, p. 11), onde cada nova informação é um nó, que sob efeito cascata, alterará o significado de outros nós numa rede. As redes de pessoas, a tecnologia e a conexão são a base do conectivismo, teoria de aprendizagem que defende “It does not make sense to consider learning merely as an internal construction of knowledge. Rather, what learners can reach in the external network should be considered as learning.” (Dowes, 2019)

O indivíduo sofre alterações ao nível neural, conceptual e externo, em qualquer processo de aprendizagem e que em rede e de forma conectiva, permite segundo Laurillard a assimilação, a adaptação, a comunicação, a produção e a experimentação, que se estende para além das salas de aula e da estrutura de qualquer curso.

Os princípios da educação aberta e a educação em rede e a disponibilidade e flexibilidade de dispositivos, recursos e ambientes propiciam a oportunidade de uma aprendizagem colaborativa, também denominada por Smith (1996) de CoLearn (Collaborative Open LEARNing). Esta aprendizagem faz-se de forma inclusiva em qualquer tempo ou lugar, mediante condições técnicas.

Para que esta seja eficaz, são essencial o engajamento, a motivação, o contacto social, a auto-motivação, o apoio institucional, o acesso a recursos e as relações interpessoais de todos os stakeholders.

O segredo passa por escolher as técnicas, os media, as ferramentas e atividades facilitadoras de aprendizagem, adequadas aos alunos e ao contexto.

O resultado desta adaptação é a criação de conhecimento, que terá que fazer sentido para o indivíduo, pois é trabalhado internamente, negociado socialmente, e distribuído pelas redes que os indivíduos criam, nas quais “the value of connections formed exceeds the value of a particular information or knowledge flowing through a network at a particular time.” (Siemens & Tittenberger, 2009, p. 31).

A Tecnologia digital, os Media e as Ferramentas

A tecnologia ao serviço da educação coloca alguns desafios, nomeadamente uma permanente atualização, mudanças profundas nas práticas e pedagogias, associação de ferramentas adequadas, fomentar a aquisição de competências e a reflexão, em simultâneo. Por outro lado, as suas potencialidades são imensas, nomeadamente a sua capacidade integradora, a flexibilidade e personalização que atribui aos ambientes. Para além disso, são muito eficazes para manter bons níveis de participação. Como nos referem Siemens e Tittenberger, “if they use it for fun, maybe we can get them to use it for school” (2009, p. 4).

A tecnologia ao serviço da comunicação, da criação, na partilha e na interação.

Esta integração pode ser feita em 3 categorias, nomeadamente a aumentada, a blended e a online.

A tecnologia, em conjunto com media, contribuirão para o desenvolvimento de alunos capazes de participar em ambientes complexos. Mas qual o media mais adequado? “Selecting media requires determining the most effective manner to presente the learning material and foster interaction in order to achieve intended learning goals. “ (Siemens & Tittenberger, 2009, p. 22).

Mais uma vez, a adequação é essencial, adequação ao objetivo de aprendizagem, às caraterísticas dos alunos e ao contexto onde estão inseridos.

Como media surgem o texto, o áudio, as imagens, o vídeo, os jogos e simulações, as palestras presenciais ou online e a integração.

As ferramentas existentes e disponíveis são inúmeras, com funções de acesso, afirmar presença, expressão, criação, integração e agregação, destacando as redes sociais, os blogs, os REA. O mais importante é que elas deem sentido à aprendizagem dos alunos.

Uma vez que os alunos, de uma forma geral, valorizam o contacto social, as redes sociais, embora, seja uma visão muito debatida ao longo dos anos, têm um potencial significativo, uma vez que permitem ao indivíduo “have a voice” “(Siemens & Tittenberger, 2009, p. 41), favorecendo conexões e aprendizagens interativas, a organização de conteúdos e a partilha de materiais, de conhecimento, de experiências, de aprendizagem participativa.

E como o professor António Moreira quer que tenhamos uma “voice”, o mesmo desafiou-nos a apresentar a nossa opinião através de uma ferramenta da WEB 2.0, o TRICIDER. Foi um debate vivo, ativo e muito envolvente. Esta foi a minha resposta para a seguinte questão:

ALUNOS E O PROFESSOR

O papel dos professores e alunos, numa co-aprendizagem em rede, interconectada sofre mudanças significativas.

OS ALUNOS

Os alunos têm o papel de ler, ouvir, apresentar o seu ponto de vista, procurar, analisar e juntar informação, praticar, criar e responder ou sobretudo agir.

A aprendizagem é eficaz se existir engajamento, motivação, contacto social, auto motivação, apoio institucional, acesso aos recursos de aprendizagem necessários e as relações interpessoais.

Esta aprendizagem é feita de forma colaborativa, com os professores, colegas e com os próprios recursos, em espaços digitais híbridos

O PROFESSOR

As 4 propostas apresentadas peor Siemens e Tittenberger (2009) são as de professor como responsável de um atelier (John Seeley Brown), como administrador da rede (Clarence Fischer), como concierge (Curtis Bonk) e a do próprio Siemens, como, curador. Estas 4 propostas partilham as ideias de que o professor guia, dirige e avalia. Não devemos esquecer que dar feedback, observar, apresentar a informação e organizar as atividades fazem, também parte do papel do mesmo.

De forma resumida “the role of teaching is one of guiding, directing and curating the quality of networks learners are forming. “(Siemens & Tittenberger, 2009, p. 13)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Siemens, G., & Tittenberger, P. (2009). Handbook of emerging technologies for learning. University Of Manitoba.

http://www.tricider.com

http://www.quizizz.com

Produção de um (ou 2!) RECURSO EDUCACIONAL ABERTO (REA)

In Flickr

No âmbito da UC de Materiais e Recursos para eLearning, a professora Ana Nobre colocou um desafio final: A produção de um REA, para uma exposição virtual intitulada Educação à Distância, Educação Online; Educação Aberta; Educação à Distância em Rede.

O processo de criação de um REA, que na prática são 2, apresentou muitos desafios que passam pela escolha do tema, da pesquisa bibliográfica que poderá ser insuficiente ou dispersa, pela inexperiência com ferramentas de apresentações/vídeo, e com as suas limitações associadas às versões “free” (tempo e local de publicação), passando pela expetativa ao nível das participações e terminando nos direitos de autor das plataformas usadas.

Mas ultrapassando algumas destas limitações, foi possível terminar o(s) REA (s) em tempo útil. Aqui vos apresento o resultado final.

REA 1- EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA EM PORTUGAL: HISTÓRIA

História da Educação Aberta em Portugal
https://www.powtoon.com/html5-studio/#/edit/dXgpuEjx6GF

REA 2 – EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA EM REDE: VANTAGENS E DESVANTAGENS

Educação à Distância em Rede: Vantagens e Desvantagens
https://www.powtoon.com/html5-studio/#/edit/bi7j7XeeAAr

Como o próprio nome indica, ambos os Recursos Educacionais ABERTOS têm a licença Attribution-NonCommercial 4.0 International da Creative Commons porque defendo a partilha e a adaptação respeitadora, dando crédito ao seu autor, providenciando um link para a respetiva licença.Estes recursos não devem ser usados com fins lucrativos, pois não é esse o objetivo.

O que resulta desta atividade é muito positivo, pois citando Seth Gurell e David Wiley, em OER – Handbook for Educators (2008) [l]ike any “first,” your introductory OER will not be the best one. However, your first effort should not discourage you from future attempts. The OER community is generally very encouraging of new contributions, and will appreciate any new efforts. However, if you do receive any constructive criticism concerning your OER, try to take it as positively as possible. If someone takes the time to criticize an effort, it is largely because that person sees value in at least some of the OER.

Com isto, apenas quero concluir que esta reflexão me diz que os meus recursos não estão perfeitos e que o caminho a percorrer no sentido da melhoria é ainda longo, mas que acima de tudo pretendo continuar a faze-lo, pois é algo que me estimula e em que acredito. Terminando com uma citação de Helder Pereira, Rui Rosa e da Professora Ana Nobre, em REAeduca – Revista de educação para o século XXI (2016, pp. 1289-1290) Os REAs são uma presença obrigatória na aprendizagem do futuro, ao promoverem a criatividade, valorizarem a essência humana e construírem uma inteligência coletiva. São uma inovação na forma de pensar e assegurar o acesso ao conhecimento necessário à Educação, através da difusão de conteúdo, ferramentas livres, recursos de implementação e práticas que permitam que o profissional de Educação guarde, reuse, revise, remixe e redistribua conteúdos de forma aberta e livre.

Referências Bibliográficas

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